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Durante a cúpula do Brics, Lula rebateu publicamente uma ameaça feita por Donald Trump e reforçou a postura do Brasil frente a questões geopolíticas globais

O episódio revelou tensões latentes, mas também reafirmou o papel do grupo como alternativa ao modelo tradicional de poder internacional.
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A 17ª Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro, foi marcada por declarações fortes e um clima de afirmação política. O presidente Lula não deixou passar em branco as ameaças feitas por Donald Trump nas redes sociais e aproveitou o encontro para defender a soberania dos países membros e um novo modelo de governança global, pautado pelo multilateralismo.

A crítica direta a Trump e a defesa da soberania

Durante a cúpula do Brics, Lula rebateu publicamente uma ameaça feita por Donald Trump e reforçou a postura do Brasil frente a questões geopolíticas globais
© https://x.com/upholdreality

Durante o encerramento da cúpula, Lula criticou duramente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia ameaçado impor tarifas extras de 10% a países alinhados ao Brics. Para o presidente brasileiro, atitudes como essa são inaceitáveis e desrespeitosas.

“Não acho correto um presidente ameaçar o mundo pela internet. Cada país é soberano e tem o direito de reagir. Ele precisa aprender que respeito é bom e necessário”, afirmou. Lula também mencionou que não é papel de um líder agir com provocações virtuais, especialmente quando se trata de relações internacionais delicadas.

Trump, além da ameaça econômica, havia defendido Jair Bolsonaro em uma publicação anterior, alegando perseguição política. Lula, por sua vez, evitou estender o assunto, limitando-se a reafirmar que o Brasil é um país soberano e que ninguém está acima da lei.

Brics e o novo papel global dos países emergentes

Lula aproveitou o encontro para destacar o papel crescente do Brics como força alternativa no cenário internacional. Segundo ele, o grupo representa uma nova forma de multilateralismo, voltado à cooperação e ao respeito entre as nações.

“O Brics quer mudar a governança mundial, não para substituir uma elite por outra, mas para criar um novo equilíbrio global baseado em justiça e participação”, declarou. Ele também reforçou a necessidade de revisão no estatuto da ONU, defendendo uma adaptação às novas realidades do século 21.

Com isso, o Brasil reforça sua posição de liderança entre os países emergentes, defendendo a autonomia, o diálogo e a construção de um mundo multipolar e mais democrático.

[Fonte: Terra]

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