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Macron reconhece Palestina e gera crise diplomática com Israel e EUA

Pela primeira vez, um país do G7 anuncia oficialmente o reconhecimento do Estado da Palestina. A decisão da França gerou apoio em várias partes do mundo, mas também causou forte rejeição por parte de Israel e dos Estados Unidos. O gesto é visto como um divisor de águas em meio à crise humanitária em Gaza.
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O presidente francês Emmanuel Macron acaba de anunciar que seu país reconhecerá oficialmente o Estado da Palestina. A medida, inédita entre os países do G7, provocou uma reação internacional imediata e intensificou o debate sobre o papel das potências ocidentais no conflito do Oriente Médio. Para muitos, o gesto da França é um passo rumo à paz. Para outros, um erro diplomático grave.

França reconhece o Estado da Palestina

Em uma declaração nas redes sociais, Macron afirmou que a França formalizará o reconhecimento da Palestina em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU. Segundo ele, a medida é necessária para viabilizar uma solução de dois Estados e alcançar uma paz duradoura entre israelenses e palestinos.

O presidente também pediu um cessar-fogo imediato em Gaza, a libertação de reféns e o início da reconstrução do território palestino. O gesto foi elogiado por líderes palestinos e organizações humanitárias.

Reações divididas no cenário internacional

Enquanto o governo palestino celebrou a decisão como um “ato de justiça histórica”, a resposta de Israel foi agressiva. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou Macron de “recompensar o terrorismo” e disse que a criação de um Estado palestino, nas condições atuais, seria uma ameaça existencial a Israel.

Os Estados Unidos também criticaram a medida. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a França está “dando munição à propaganda do Hamas” e ignorando o ataque de 2023, que matou mais de mil israelenses.

Pressão sobre os demais países ocidentais

Embora mais de 140 países já reconheçam a Palestina, a entrada da França muda o equilíbrio diplomático. Espanha, Irlanda e Noruega seguiram o mesmo caminho recentemente. O Reino Unido e a Alemanha estão sendo pressionados a tomar uma posição clara.

O apoio da Arábia Saudita e do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez reforça a nova tendência entre os aliados europeus de buscar uma resolução mais firme para o conflito.

Gaza em ruínas e um apelo por paz

A ofensiva militar israelense em Gaza já causou a morte de mais de 59 mil pessoas, segundo autoridades locais. A ONU alerta para uma grave crise de fome e desnutrição infantil no território. Para Macron, reconhecer a Palestina é um passo necessário diante da catástrofe humanitária que se agrava a cada dia.

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