Madonna, criada na fé católica, usou as redes sociais para fazer um apelo direto ao Papa Leão XIV: que ele viaje a Gaza para “levar sua luz às crianças antes que seja tarde demais”. O pedido foi motivado, segundo a artista, pelo aniversário de seu filho Rocco e pelo desejo de “salvar crianças inocentes presas no fogo cruzado”.
O apelo de Madonna

“Não estou apontando dedos, culpando ou tomando partido. Todos estão sofrendo. Apenas tento fazer o que posso para impedir que essas crianças morram de fome”, escreveu Madonna. Ela destacou que o Papa é “o único de nós que não pode ser barrado na entrada de Gaza” e que “o tempo está se esgotando”.
A UNICEF alertou recentemente que mais de 18 mil crianças morreram em Gaza nos últimos 22 meses — uma média de 28 por dia. Israel nega a existência de fome na região e afirma que fornece alimentos suficientes, acusando o Hamas de desviar a ajuda.
Contexto e acusações
Especialistas da ONU e entidades de direitos humanos consideram plausível que as ações militares de Israel em Gaza possam configurar genocídio — acusação rejeitada por Israel, que também nega crimes de guerra. O Papa Leão XIV, por sua vez, reiterou seu pedido por um cessar-fogo imediato e pelo respeito às leis humanitárias, afirmando: “Peço mais uma vez o fim imediato da barbárie desta guerra e uma resolução pacífica do conflito”.
A reação da música
Madonna não é a única voz artística a se manifestar. A banda U2 publicou mensagens críticas ao governo israelense. Bono afirmou que as ações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e de seu governo de extrema-direita merecem “condenação categórica e inequívoca” e classificou como “injustificável” a brutalidade contra civis palestinos.
O baixista Adam Clayton ressaltou que “preservar vidas civis é uma escolha nesta guerra”. Já o baterista Larry Mullen Jr. declarou: “Matar de fome crianças inocentes como arma de guerra é criminoso e desumano”.
[ Fonte: Euronews ]