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Mãe recorre ao Google e salva filho após diagnóstico errado nos EUA

Um simples clique no Google mudou completamente o destino de uma família americana. Quando médicos disseram que nada mais poderia ser feito, uma mãe encontrou sozinha o especialista capaz de salvar o filho, que já não andava, não falava e respirava apenas com aparelhos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Tudo começou quando Witten Daniel, de apenas 6 anos, foi internado no Texas com tontura e dor de cabeça. O diagnóstico inicial foi de gripe, mas poucas horas depois o menino perdeu a capacidade de andar, falar e até respirar. Ele entrou em coma e precisou ser entubado.

Exames revelaram um quadro raríssimo: um aglomerado de vasos sanguíneos estava vazando no tronco cerebral. A condição, chamada malformação cavernosa, é potencialmente fatal e pode causar convulsões, derrames e sequelas graves.

Segundo os médicos locais, mesmo que sobrevivesse, Witten provavelmente jamais voltaria a andar e dependeria de respiradores e sondas pelo resto da vida.

A busca desesperada no Google

Diante da gravidade, a mãe, Casey Daniel, se recusou a aceitar a sentença médica. Ela passou horas pesquisando no Google até encontrar um artigo assinado por Jacques Morcos, neurocirurgião da UTHealth Houston que estudava exatamente essa condição.

Casey enviou um e-mail desesperado. Para sua surpresa, o médico respondeu rapidamente e pediu que o garoto fosse transferido imediatamente para Houston. Lá, exames confirmaram a malformação cavernosa em estágio crítico, exigindo cirurgia urgente.

Uma operação de alto risco

O procedimento foi conduzido por Morcos e pelo neurocirurgião pediátrico Manish Shah. Durante quatro horas tensas, eles conseguiram remover o aglomerado de vasos sanguíneos do tronco cerebral de Witten.

O resultado foi considerado milagroso. Poucas horas após a operação, o menino acordou, respirava sem aparelhos e conseguiu falar novamente.

Recuperação e esperança

Seis semanas depois, Witten voltou para casa em Lubbock, a tempo de comemorar o 7º aniversário. Em entrevista, agradeceu aos médicos por permitir que “pudesse rever os amigos”. Hoje, segue em recuperação e sem as limitações graves que haviam sido previstas.

A força de uma mãe e a ajuda da tecnologia

A malformação cavernosa costuma ser diagnosticada em adultos entre 20 e 40 anos, mas também pode aparecer em crianças. Cerca de 20% dos casos são hereditários, e os pacientes podem desenvolver múltiplas lesões ao longo da vida.

No caso de Witten, o que parecia ser uma sentença irreversível acabou se transformando em um exemplo de como informação acessível na internet — somada à insistência de uma mãe — pode mudar um destino.

[Fonte: Extra – Globo]

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