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Mega mansão da família Safra em SP supera até a Casa Branca

Com 11 mil m², 130 cômodos, 9 elevadores e até heliporto, a residência no Morumbi é maior que o Palácio da Alvorada e entrou para o ranking das maiores casas do mundo
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Tempo de leitura: 3 minutos

Imagine morar em uma casa maior que a Casa Branca e até que a residência oficial da Presidência do Brasil. Parece exagero, mas é exatamente isso que acontece em São Paulo. A mansão da família Safra, localizada no Morumbi, é um verdadeiro colosso arquitetônico que entrou para a lista da revista Architectural Digest como a 11ª maior residência do mundo.

Luxo que impressiona pelo tamanho

https://x.com/Metropoles/
© https://x.com/Metropoles/

Construída no início dos anos 1990 por Joseph Safra, a mansão ocupa mais de 11 mil metros quadrados. Isso a coloca acima de ícones como o Palácio da Alvorada e a Casa Branca em termos de área construída. Inspirada em palacetes romanos, a propriedade conta com 130 cômodos, piscina olímpica, heliporto, nove elevadores e um jardim com árvores de grande porte.

O projeto foi pensado para ostentar, mas a família mantém o estilo discreto que sempre marcou os Safra. Pouco se sabe sobre o interior do imóvel, protegido por um forte esquema de segurança. Essa combinação de luxo e mistério só aumenta o fascínio em torno da residência.

O topo do ranking mundial

No ranking mundial, o primeiro lugar é do Palácio Lakshmi Vilas, na Índia, uma construção de 1890 que continua sendo residência da família real de Vadodara. Com 170 quartos e acabamentos luxuosos, o palácio mistura mármores do Rajastão, mosaicos venezianos e vitrais belgas. Enquanto isso, outros ícones europeus também aparecem na lista: o Palácio de Buckingham (7º lugar) e o Palácio de Versalhes (8º lugar).

Ver uma mansão brasileira nesse ranking é sinal de como São Paulo já foi palco de ostentação máxima entre os super-ricos.

O auge e a queda das mansões paulistanas

Nos anos 1980 e 1990, construir palácios urbanos era moda entre milionários da capital. Só em 1996, ano em que a mansão Safra ficou pronta, outras 28 mansões surgiram na cidade. Mas os números caíram com o tempo: de 463 mansões erguidas nos anos 80, o total despencou para apenas 47 na década de 2020.

Hoje, São Paulo ainda conta com mais de 2 mil residências de alto luxo, segundo dados da prefeitura, mas o perfil mudou. Enquanto no passado predominavam casarões horizontais, agora o destaque são os prédios residenciais de altíssimo padrão.

O êxodo dos ricaços

A queda na construção de mansões em São Paulo está ligada à busca por mais segurança e privacidade. Locais como Alphaville e Tamboré viraram refúgio de artistas e empresários. Porto Feliz também se tornou polo de luxo, com a Fazenda Boa Vista atraindo celebridades. Nessas regiões, surgiram até castelos com torres dignas de novela, consolidando o estilo “Beverly Hills paulista”.

Enquanto isso, figuras conhecidas trocaram palácios urbanos por apartamentos. Faustão, por exemplo, vendeu sua mansão de quase 4 mil m² em 2019 para viver em uma cobertura de R$ 120 milhões.

Mansões que viraram ruínas

Nem todo mundo conseguiu manter o estilo faraônico. A mansão do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, a segunda maior de São Paulo, acabou abandonada e leiloada após anos de descaso. Esses casos mostram como o modelo de viver em mega mansões perdeu força com o tempo.

Do café ao concreto: raízes históricas

As primeiras mansões de São Paulo nasceram com a elite cafeeira. No início do século XX, Campos Elíseos era endereço dos casarões mais luxuosos. Depois, a Avenida Paulista virou vitrine da elite industrial. Muitas dessas construções acabaram demolidas ou adaptadas, como a mansão Matarazzo, que chegou a virar estacionamento.

A partir dos anos 1970, o Morumbi e a Cidade Jardim assumiram o posto de bairros preferidos dos milionários, concentrando as maiores propriedades da cidade.

Um ciclo que chega ao fim

A comparação é chocante: enquanto nos anos 80 foram mais de 460 mansões erguidas, na década atual não chegam a 50. A elite paulistana mudou de hábito. Sai o palácio urbano, entram os condomínios fechados e as coberturas luxuosas. A forma de ostentar continua existindo, mas se reinventa.

No fim, São Paulo segue sendo palco do luxo — só que agora ele é vertical, protegido por portarias blindadas e cercado de exclusividade.

[Fonte: Click Petroleo e Gas]

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