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Ciência

Mistério resolvido: dinossauros encontrados “mumificados” nos EUA passaram por processo natural, dizem cientistas

Um novo estudo revelou como alguns dos fósseis de dinossauros mais bem preservados do planeta conseguiram resistir ao tempo. E não, eles não foram embalsamados por humanos antigos — mas por micróbios. Segundo os pesquisadores, os Edmontossauros descobertos em Wyoming, nos Estados Unidos, foram mumificados naturalmente há mais de 66 milhões de anos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A zona das múmias de dinossauros

Tudo começou em 1908, quando o caçador de fósseis Charles H. Sternberg encontrou o primeiro esqueleto de dinossauro com pele escamosa preservada. O fóssil acabou no Museu Americano de História Natural, em Nova York. Um ano depois, um segundo exemplar foi encontrado na mesma região e enviado a um museu na Alemanha.

Mais de um século depois, uma nova equipe de paleontólogos voltou à área — apelidada de “zona de múmias” — e encontrou dois novos fósseis de Edmontossauro. Todos estavam surpreendentemente bem preservados, exibindo detalhes de pele e até vestígios de cascos, o que é extremamente raro em registros fósseis.

O estudo, publicado na revista Science, propõe uma explicação inédita: a mumificação natural provocada por microrganismos que, em vez de destruir os tecidos, ajudaram a conservá-los.

Como a natureza criou suas próprias múmias

Mistério resolvido: dinossauros encontrados “mumificados” nos EUA passaram por processo natural, dizem cientistas
© https://x.com/NatSciChannel

Na época dos dinossauros, o leste de Wyoming era um vale fluvial costeiro, sujeito a inundações sazonais. Os animais provavelmente morreram e tiveram seus corpos expostos ao ar por tempo suficiente para ressecarem sob o sol, antes de serem enterrados por camadas de lama e areia trazidas pelas cheias.

Ao examinar os fósseis com tomografia computadorizada e microscopia eletrônica, os cientistas não encontraram matéria orgânica — sinal de que carne e pele haviam se decomposto antes da fossilização. Mas algo inesperado aconteceu: os micróbios que se alimentaram dos tecidos deixaram um biofilme, uma película fina que acabou coberta por argila e minerais, moldando a textura original da pele.

Esse “embrulho microbiano” funcionou como uma cápsula do tempo natural, permitindo que escamas, contornos e até cascos fossem preservados com detalhes impressionantes.

Um fenômeno raro em um lugar improvável

Geralmente, fósseis tão bem preservados são encontrados em ambientes marinhos calmos, onde a falta de oxigênio reduz a decomposição. Encontrar dinossauros terrestres mumificados em um vale de rio foi uma surpresa até para os paleontólogos mais experientes.

“Esses fósseis são uma janela direta para o passado”, afirmaram os autores do estudo. A equipe acredita que mais espécimes podem estar escondidos na região, esperando para serem descobertos — e cada nova escavação pode ajudar a entender melhor como a vida (e a morte) funcionavam há dezenas de milhões de anos.

[Fonte: Olhar digital]

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