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Mistérios do bolo envenenado: novos detalhes sobre o caso que chocou o RS

O envenenamento de um bolo no Natal em Torres (RS) que levou à morte de três pessoas continua a intrigar. A principal suspeita, Deise Moura dos Anjos, enfrenta acusações de homicídio e tentativa de homicídio em série. Investigações revelaram a presença de arsênio em outros alimentos consumidos por familiares.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O caso do bolo envenenado, ocorrido em dezembro de 2024, trouxe à tona suspeitas de envenenamentos anteriores envolvendo alimentos como sucos, bananas e leite em pó. Deise Moura dos Anjos, que permanece presa, é investigada por uma série de crimes que chocaram o estado do Rio Grande do Sul.

As mortes

Sete pessoas se reuniram em Torres para um encontro familiar no Natal, quando três delas morreram após comerem o bolo de reis preparado por Zeli dos Anjos. A investigação apontou que a farinha usada no bolo estava contaminada com arsênio. As vítimas sofreram parada cardiorrespiratória ou choque tóxico, e Zeli, principal alvo, ficou hospitalizada por 19 dias.

Prisão de Deise Moura dos Anjos

Deise, nora de Zeli, foi presa temporariamente em janeiro sob acusações de homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio. Relatos indicam um histórico de desavenças entre Deise e a sogra, incluindo conflitos financeiros. A suspeita chegou a chamar a sogra de “Naja” em mensagens.

Outras suspeitas de envenenamento

A morte do sogro de Deise, Paulo Luiz dos Anjos, em setembro de 2024, também foi atribuída a envenenamento. Após a exumação, exames confirmaram a presença de arsênio, supostamente ingerido em bananas e leite em pó fornecidos pela suspeita. Além disso, exames recentes detectaram arsênio na urina do marido e do filho de Deise, levantando suspeitas sobre um suco de manga consumido por eles.

Compra e contaminação intencional

A investigação revelou que Deise adquiriu arsênio pela internet ao longo de quatro meses. A contaminação da farinha usada no bolo teria ocorrido em novembro de 2024, durante uma visita a Arroio do Sal. A suspeita também levou alimentos possivelmente envenenados ao hospital onde Zeli estava internada, mas os itens foram apreendidos antes de serem consumidos.

Defesa de Deise

O advogado da suspeita, Cassyus Pontes, afirmou que peritos particulares foram contratados para avaliar os laudos preliminares do Instituto Geral de Perícias. Entretanto, os resultados relacionados ao marido e ao filho de Deise ainda não foram disponibilizados.

O caso segue sob investigação, com novas diligências sendo realizadas para esclarecer ações e motivações da suspeita. Enquanto isso, o mistério em torno do bolo envenenado e de outros alimentos contaminados continua a preocupar a comunidade local.

Fonte: Globo/Rbstvrs

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