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Ciência

Nostradamus prevê guerras, crise e uma “bola de fogo” até o fim do ano — entenda as profecias

As profecias de Nostradamus voltam a circular sempre que o mundo parece instável — e 2025, com guerras, tensões políticas e clima extremo, oferece terreno fértil para interpretações. Mas o que, exatamente, ele teria previsto para este ano?
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Tempo de leitura: 3 minutos

Michel de Nostredame, ou simplesmente Nostradamus, viveu no século XVI, mas suas quadras enigmáticas continuam alimentando debates, pesquisas e teorias há mais de 450 anos. O livro As Profecias reúne centenas de versos que muitos acreditam prever guerras, pandemias, desastres naturais e até mudanças na ordem global.

Agora, intérpretes afirmam que algumas previsões podem estar relacionadas a eventos atuais — e apontam pistas sobre o que poderia acontecer até o fim do ano.

Guerra na Europa e novas tensões globais — alerta ou coincidência?

Entre as previsões atribuídas a Nostradamus, uma das mais comentadas fala sobre uma longa guerra que desgasta soldados e esvazia cofres. Versos como:

“Por meio de uma longa guerra, todo o exército estará exausto […] cunharão couro, bronze gaulês e o sinal crescente da Lua.”

Para intérpretes modernos, esse trecho poderia fazer referência ao conflito entre Rússia e Ucrânia, que já ultrapassa três anos e provoca crises militares e econômicas na Europa.

Mas o ponto mais polêmico é o que viria depois. Ainda segundo as interpretações, logo após esse conflito surgiria outro, desta vez envolvendo o Reino Unido:

“Quando aqueles das terras da Europa virem a Inglaterra erguer seu trono […] haverá guerras cruéis.”

Teóricos associam isso a debates sobre a monarquia britânica, à saída do país da União Europeia e a disputas geopolíticas internas. Nada confirmado — mas suficiente para manter vivo o fascínio pelas profecias.

Outro trecho muito citado fala sobre o retorno de uma grande doença:

“Uma grande pestilência do passado retorna.”

Para pesquisadores, isso pode ecoar o medo do surgimento de novas variantes de vírus antigos ou do ressurgimento de doenças já controladas.

A misteriosa “bola de fogo” — asteroide, bomba ou metáfora?

Um dos trechos mais dramáticos descreve uma bola de fogo vinda do cosmos:

“Do cosmos, uma bola de fogo surgirá, um prenúncio do destino.”

A partir daí, as interpretações variam:

  • asteroide, hipótese popular entre astrônomos amadores;
  • explosão nuclear, apoiada por tensões internacionais recentes;
  • ou ainda um fenômeno astronômico simbólico, como uma tempestade solar extrema.

Em todas as leituras, a “bola de fogo” representa um evento capaz de transformar hábitos sociais, rotina e até infraestrutura global.

O enigmático “novo líder” e o império que nasce da água

Outro trecho citado pelos estudiosos fala sobre “três fogos” vindos do leste enquanto “o oeste perde sua luz”. Isso seria um indicativo da ascensão de potências orientais e do declínio de influências ocidentais.

A profecia chega a mencionar Marte — símbolo mais associado à guerra:

“Quando Marte governar seu caminho entre as estrelas, sangue humano borrifará o santuário.”

Para muitos intérpretes, isso sugere um ciclo de conflitos intensos que reconfiguraria alianças e forçaria mudanças geopolíticas profundas.

Há ainda a figura de um líder que surgiria após a peste e as guerras, possivelmente responsável por fundar um “império aquático”. Aqui, as teorias vão de nações marítimas emergentes até projetos de megainfraestrutura e poder naval.

As profecias de Nostradamus são escritas com metáforas densas, simbolismos e poemas abertos a múltiplas leituras — e talvez seja por isso que atravessam séculos.

Se elas antecipam o futuro ou apenas refletem o medo e a imaginação coletiva, cada leitor decide. Mas, neste momento de tensões globais, crises e mudanças rápidas, não é surpresa que continuem provocando curiosidade — e até um certo desconforto.

[Fonte: Correio Braziliense]

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