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Nova decisão judicial paralisa corridas de moto por aplicativo em SP após tragédia

Após um acidente fatal envolvendo uma passageira da 99 Moto, a Justiça de São Paulo determinou a suspensão imediata dos serviços de transporte por motocicleta via aplicativo na capital. A medida reacende o impasse entre as plataformas e a prefeitura, e levanta debates sobre segurança e regulamentação.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O serviço de transporte por motocicleta por aplicativo em São Paulo volta a ser interrompido por decisão da Justiça. A determinação ocorre após um trágico acidente que reacendeu o debate sobre a regulamentação e segurança da modalidade. A disputa entre as plataformas e o poder público se intensifica, colocando o futuro do setor em xeque mais uma vez.

Determinação judicial impõe nova paralisação

Nova decisão judicial paralisa corridas de moto por aplicativo em SP após tragédia
© Pexels

Na segunda-feira (26), o desembargador Eduardo Gouvêa, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou que as empresas 99 Tecnologia e Uber suspendessem de forma imediata os serviços de moto por aplicativo na capital paulista. A medida impõe multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.

Essa nova decisão reforça a suspensão já imposta em 16 de maio, quando o mesmo desembargador atendeu ao recurso da prefeitura e derrubou uma autorização provisória concedida dias antes. O TJ-SP também recomendou que a prefeitura estabeleça uma regulamentação definitiva para o serviço em até 90 dias.

O cenário jurídico ganha contornos mais dramáticos após a morte de Larissa Barros Máximo Torres, de 22 anos, durante uma corrida da 99 Moto. A jovem estava na garupa quando a moto se chocou com a porta aberta de um carro da Uber, no centro da cidade.

Reação das plataformas e impasse regulatório

A Uber afirmou que cumprirá a ordem judicial, mas criticou a suspensão, alegando que ela pode abrir espaço para serviços clandestinos sem os protocolos de segurança adotados por grandes empresas. A empresa também ressaltou que já obteve diversas decisões favoráveis à atividade em outras regiões do país, inclusive em São Paulo.

A 99, por sua vez, declarou ter suspendido temporariamente o serviço e destacou a importância de o Tribunal de Justiça decidir de forma definitiva sobre a constitucionalidade do decreto municipal que proíbe o transporte por motocicleta.

Enquanto isso, usuários e motociclistas parceiros ficam à mercê de um impasse legal que segue indefinido, em meio a preocupações legítimas sobre segurança e o direito à mobilidade urbana.

[Fonte: Terra]

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