A Copa do Mundo entrou na fase em que cada resultado pode alterar completamente o caminho das seleções rumo ao título. Com confrontos eliminatórios em andamento, os modelos estatísticos passaram por uma nova atualização e redesenharam o cenário da disputa. Enquanto algumas equipes ganharam força após classificações convincentes, outras perderam espaço na corrida pela taça, mostrando que o favoritismo continua longe de ser definitivo.
Goleadas e classificações mudam a disputa pelo favoritismo

As projeções mais recentes elaboradas pela equipe do Gato Mestre em parceria com o economista Bruno Imaizumi apontam uma mudança importante no panorama da Copa do Mundo de 2026. Depois dos últimos confrontos das oitavas de final, uma seleção abriu vantagem considerável sobre as demais na disputa pelas maiores probabilidades de conquistar o torneio.
A França foi a maior beneficiada pela atualização. Após vencer a Suécia por 3 a 0 com atuação dominante, os franceses saltaram de 15,2% para 24,2% de chances de levantar a taça, consolidando-se como a equipe mais bem posicionada no modelo estatístico.
A Argentina aparece logo atrás, mesmo antes de disputar sua partida das oitavas de final. Embalada por uma campanha consistente até aqui e considerada amplamente favorita diante de Cabo Verde, a equipe soma 16,4% de probabilidade de conquistar o título.
Quem também ganhou força foi a Espanha. A vitória por 3 a 0 sobre a Áustria elevou a confiança do modelo na seleção espanhola, que agora aparece com 14,7% de chances de conquistar o Mundial.
Já o Brasil viveu um movimento oposto. Depois da classificação sobre o Japão, a equipe chegou a alcançar 9,1% de probabilidade de ser campeã. No entanto, os resultados dos demais favoritos fizeram esse percentual cair para 5,9%, embora a Seleção continue entre os principais candidatos ao troféu.
Portugal, Suíça e outras seleções também ganharam espaço nas projeções
As mudanças não ficaram restritas aos principais favoritos. Outras equipes classificadas recentemente também melhoraram suas perspectivas na competição.
Portugal aumentou suas probabilidades depois de eliminar a Croácia em um confronto bastante equilibrado. Com isso, passou a registrar 5,1% de chances de conquistar o título mundial.
A Suíça também subiu no ranking após superar a Argélia e agora aparece com 4,1% de probabilidade de erguer a taça.
Segundo a atualização mais recente do modelo estatístico, as chances de título estão distribuídas da seguinte forma:
- França: 24,2%
- Argentina: 16,4%
- Espanha: 14,7%
- Brasil: 5,9%
- Marrocos: 5,5%
- Inglaterra: 5,3%
- Portugal: 5,1%
- Bélgica: 4,4%
- Suíça: 4,1%
- Noruega: 3,5%
- México: 3,1%
- Colômbia: 2,0%
- Estados Unidos: 1,7%
- Gana: 1,1%
- Egito: 0,9%
- Paraguai: 0,8%
- Austrália: 0,7%
- Canadá: 0,6%
- Cabo Verde: menos de 0,01%
Apesar desses percentuais, os especialistas reforçam que o cenário permanece bastante dinâmico e pode sofrer alterações a cada rodada da competição.
Como funciona o modelo que recalcula as chances após cada partida
As projeções desenvolvidas pelo Gato Mestre e pelo economista Bruno Imaizumi não representam previsões definitivas sobre quem será campeão, mas uma estimativa estatística baseada nas informações disponíveis até o momento.
O modelo é atualizado continuamente conforme novos jogos acontecem. Cada resultado modifica as probabilidades de classificação e, consequentemente, as chances finais de título.
Entre os fatores considerados estão indicadores ofensivos e defensivos de cada seleção, além da expectativa de gols (xG), métrica que avalia a qualidade das oportunidades criadas durante as partidas.
Também entram nos cálculos a posição das equipes no ranking da Fifa, uma estimativa da qualidade técnica dos elencos baseada no valor de mercado dos jogadores, utilizando dados do Transfermarkt, além do histórico de desempenho em Copas do Mundo.
Segundo Bruno Imaizumi, a projeção representa apenas uma fotografia estatística do momento. Ela não deve ser interpretada como garantia de classificação ou conquista do título, mas como uma estimativa que muda constantemente à medida que a competição avança.
Por isso, mesmo seleções que hoje aparecem com percentuais menores ainda podem crescer rapidamente nas próximas atualizações. Da mesma forma, favoritas podem perder espaço caso encontrem dificuldades nas fases eliminatórias, tornando a corrida pela taça cada vez mais imprevisível.
[Fonte: GE – Globo]