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Tecnologia

Um sensor invisível foi decisivo para confirmar a classificação de Portugal

Um gol que poderia mudar o destino da partida foi anulado graças a uma tecnologia quase invisível. Entenda como o sensor instalado na bola trabalha junto com câmeras e o VAR.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A tecnologia voltou a ser protagonista em uma partida da Copa do Mundo. Em um lance que levou torcedores da Croácia à comemoração e portugueses à apreensão, um sistema eletrônico detectou uma irregularidade que escaparia ao olho humano. O episódio chamou atenção para um componente discreto, instalado dentro da bola, que hoje desempenha um papel fundamental nas decisões de impedimento durante o torneio.

O lance que mudou o rumo da partida

Um sensor invisível foi decisivo para confirmar a classificação de Portugal
© YouTube

Portugal garantiu a classificação após vencer a Croácia por 2 a 1 em um confronto decidido apenas nos minutos finais.

Depois de sofrer o primeiro gol, a seleção portuguesa reagiu, empatou com um pênalti convertido por Cristiano Ronaldo e virou a partida nos acréscimos com Gonçalo Ramos.

Quando tudo indicava que o resultado estava definido, a Croácia voltou a marcar nos instantes finais do confronto.

A comemoração, porém, durou poucos segundos.

Antes mesmo da validação definitiva do gol, o sistema de impedimento semiautomático identificou uma possível posição irregular na origem da jogada.

Após a análise da equipe do VAR, o gol acabou sendo anulado, confirmando a vitória portuguesa e a classificação para a fase seguinte da competição.

O que existe dentro da bola da Copa

Um sensor invisível foi decisivo para confirmar a classificação de Portugal
© YouTube

Embora passe despercebido durante o jogo, a bola utilizada nas partidas abriga um pequeno sensor eletrônico instalado exatamente em seu centro.

Esse chip registra com enorme precisão o instante em que qualquer jogador faz contato com a bola.

A informação é transmitida instantaneamente para o sistema responsável pelo monitoramento das jogadas.

Saber exatamente o momento do passe é fundamental para determinar se um atleta estava ou não em posição de impedimento.

No passado, essa definição dependia apenas das imagens de televisão e da interpretação dos árbitros de vídeo.

Hoje, o sensor elimina praticamente qualquer dúvida sobre o instante exato em que a bola deixa o pé do jogador.

Esse detalhe torna as análises muito mais precisas.

Como as câmeras trabalham junto com o chip

O sensor da bola é apenas uma parte do sistema.

Espalhadas pelo estádio, 12 câmeras especiais acompanham continuamente todos os jogadores em campo.

Esses equipamentos registram dezenas de pontos do corpo de cada atleta cerca de 50 vezes por segundo.

Com esse volume de informações, o sistema consegue reconstruir digitalmente a posição exata dos jogadores em cada instante da partida.

Quando o momento do passe registrado pelo chip é combinado com os dados das câmeras, o software identifica automaticamente se algum atleta recebeu a bola em posição irregular.

Caso isso aconteça, um alerta é enviado imediatamente para a cabine do árbitro de vídeo.

Apesar da automação, a decisão continua sendo humana.

Os integrantes do VAR analisam as imagens, verificam as informações fornecidas pelo sistema e somente então confirmam ou descartam o impedimento.

A tecnologia acelera decisões e reduz erros

Depois que a análise é concluída, o próprio sistema gera uma animação tridimensional mostrando a posição dos jogadores no instante exato do passe.

Essa reconstrução ajuda árbitros, jogadores, treinadores e torcedores a compreenderem claramente o motivo da decisão.

O objetivo da tecnologia de impedimento semiautomático não é substituir os árbitros, mas fornecer informações extremamente precisas para reduzir erros e acelerar decisões que antes poderiam levar vários minutos.

Desde sua introdução em grandes competições internacionais, o sistema tem diminuído significativamente o tempo gasto nas revisões de impedimento e aumentado a confiabilidade das marcações.

O lance entre Portugal e Croácia mostrou mais uma vez como pequenos avanços tecnológicos podem influenciar diretamente partidas de altíssimo nível. Um sensor praticamente invisível dentro da bola, combinado com câmeras de alta precisão e análise humana, foi suficiente para definir um dos momentos mais importantes do jogo e confirmar uma classificação que, por alguns segundos, parecia ameaçada.

[Fonte: CNN Brasil]

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