A hiperplasia prostática benigna (HPB), apesar de não ser um câncer, pode afetar profundamente a qualidade de vida dos homens a partir da meia-idade. Felizmente, os avanços tecnológicos na medicina têm oferecido novas opções de tratamento mais seguras e eficazes. Uma dessas inovações é o uso do laser de holmium, que já vem sendo adotado em centros especializados no Brasil.
Como o laser tem revolucionado o tratamento
A técnica HOLEP (Enucleação Prostática com Laser de Holmium) é atualmente um dos métodos mais modernos e eficientes para o tratamento cirúrgico da HPB. O procedimento é realizado por via uretral, sem cortes externos, o que diminui significativamente o tempo de internação e o risco de complicações pós-operatórias.
Durante a cirurgia, o feixe de laser remove o tecido que está obstruindo a uretra, restaurando o fluxo urinário normal. Esse tecido é fragmentado e extraído por meio da própria uretra, com auxílio de câmeras de alta precisão. A tecnologia permite uma intervenção segura, eficaz e com mínimo sangramento, sendo indicada inclusive para pacientes que fazem uso contínuo de anticoagulantes.
A principal vantagem da técnica está na preservação da função urinária e na baixa taxa de recorrência. Além disso, ela tem se mostrado eficaz mesmo em próstatas volumosas, o que amplia seu uso em casos mais complexos.
Benefícios que impactam diretamente a qualidade de vida
O HOLEP apresenta diversas vantagens quando comparado a métodos mais tradicionais. Entre os destaques estão:
- Internação reduzida: em muitos casos, o paciente recebe alta em menos de 24 horas;
- Menos sangramento: o laser cauteriza os vasos no momento da remoção do tecido;
- Recuperação mais rápida: atividades leves podem ser retomadas em poucos dias;
- Resultados duradouros: as chances de nova obstrução são menores que em cirurgias convencionais.
Para muitos pacientes, isso representa um ganho significativo em bem-estar e independência, evitando internações prolongadas ou complicações recorrentes.
Diagnóstico precoce e acesso à tecnologia
Apesar dos avanços no tratamento, o diagnóstico precoce continua sendo o principal aliado no combate à HPB. Exames simples como o PSA e o toque retal permitem detectar alterações na próstata antes do surgimento de sintomas mais graves.
Homens a partir dos 45 anos devem manter o acompanhamento urológico mesmo sem queixas. Segundo o urologista Pedro Bastos, “não se trata apenas de prevenir o câncer — doenças benignas também têm impacto emocional e funcional na vida dos pacientes.”
Com o crescimento da oferta do HOLEP em centros de referência no Brasil, mais pacientes têm conseguido acesso a um tratamento eficiente, seguro e com potencial para transformar sua rotina. Em tempos em que a medicina valoriza cada vez mais a qualidade de vida, esse tipo de inovação mostra que cuidar da saúde também pode ser sinônimo de conforto e dignidade.
[Fonte: Terra]