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Ciência

Nova técnica sem cortes pode transformar o tratamento da próstata em milhares de brasileiros

Um procedimento moderno e minimamente invasivo está mudando o cenário do tratamento da próstata aumentada. Com tecnologia a laser e recuperação acelerada, a técnica promete mais conforto, menos riscos e melhores resultados para homens com mais de 50 anos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A hiperplasia prostática benigna (HPB), apesar de não ser um câncer, pode afetar profundamente a qualidade de vida dos homens a partir da meia-idade. Felizmente, os avanços tecnológicos na medicina têm oferecido novas opções de tratamento mais seguras e eficazes. Uma dessas inovações é o uso do laser de holmium, que já vem sendo adotado em centros especializados no Brasil.

Como o laser tem revolucionado o tratamento

A técnica HOLEP (Enucleação Prostática com Laser de Holmium) é atualmente um dos métodos mais modernos e eficientes para o tratamento cirúrgico da HPB. O procedimento é realizado por via uretral, sem cortes externos, o que diminui significativamente o tempo de internação e o risco de complicações pós-operatórias.

Durante a cirurgia, o feixe de laser remove o tecido que está obstruindo a uretra, restaurando o fluxo urinário normal. Esse tecido é fragmentado e extraído por meio da própria uretra, com auxílio de câmeras de alta precisão. A tecnologia permite uma intervenção segura, eficaz e com mínimo sangramento, sendo indicada inclusive para pacientes que fazem uso contínuo de anticoagulantes.

A principal vantagem da técnica está na preservação da função urinária e na baixa taxa de recorrência. Além disso, ela tem se mostrado eficaz mesmo em próstatas volumosas, o que amplia seu uso em casos mais complexos.

Benefícios que impactam diretamente a qualidade de vida

O HOLEP apresenta diversas vantagens quando comparado a métodos mais tradicionais. Entre os destaques estão:

  • Internação reduzida: em muitos casos, o paciente recebe alta em menos de 24 horas;
  • Menos sangramento: o laser cauteriza os vasos no momento da remoção do tecido;
  • Recuperação mais rápida: atividades leves podem ser retomadas em poucos dias;
  • Resultados duradouros: as chances de nova obstrução são menores que em cirurgias convencionais.

Para muitos pacientes, isso representa um ganho significativo em bem-estar e independência, evitando internações prolongadas ou complicações recorrentes.

Diagnóstico precoce e acesso à tecnologia

Apesar dos avanços no tratamento, o diagnóstico precoce continua sendo o principal aliado no combate à HPB. Exames simples como o PSA e o toque retal permitem detectar alterações na próstata antes do surgimento de sintomas mais graves.

Homens a partir dos 45 anos devem manter o acompanhamento urológico mesmo sem queixas. Segundo o urologista Pedro Bastos, “não se trata apenas de prevenir o câncer — doenças benignas também têm impacto emocional e funcional na vida dos pacientes.”

Com o crescimento da oferta do HOLEP em centros de referência no Brasil, mais pacientes têm conseguido acesso a um tratamento eficiente, seguro e com potencial para transformar sua rotina. Em tempos em que a medicina valoriza cada vez mais a qualidade de vida, esse tipo de inovação mostra que cuidar da saúde também pode ser sinônimo de conforto e dignidade.

[Fonte: Terra]

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