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Ciência

O exame que pode salvar a vida de quem fuma (ou já fumou), segundo o cardiologista Jorge Tartaglione

O médico argentino Jorge Tartaglione alerta que o tabagismo é “tão viciante quanto a cocaína” e revelou o exame que todo fumante ou ex-fumante deveria fazer: a tomografia computadorizada de baixa dose. O diagnóstico precoce, diz ele, pode detectar tumores pulmonares antes que apareçam os sintomas — e literalmente salvar vidas.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Durante uma entrevista à emissora LN+, o cardiologista Jorge Tartaglione fez um alerta contundente sobre os efeitos do cigarro e a importância da detecção precoce do câncer de pulmão. Ao comparar o vício em nicotina com o da cocaína, ele destacou que o tabagismo continua sendo uma das dependências mais subestimadas. O médico revelou também qual exame pode reduzir drasticamente o risco de morte entre fumantes e ex-fumantes.

O exame que detecta o inimigo invisível

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© Pexels

Segundo Tartaglione, qualquer pessoa que tenha fumado por pelo menos 20 anos, mesmo que tenha parado há mais de uma década, deve realizar uma tomografia computadorizada de baixa dose — um exame que identifica nódulos e tumores pulmonares em fases iniciais, antes de provocarem sintomas graves.

“Esse estudo pode salvar vidas”, enfatizou o médico. Ele lembrou que o diagnóstico precoce é o fator que mais aumenta as chances de cura no câncer de pulmão, uma doença silenciosa que, na maioria dos casos, só é descoberta em estágios avançados.

Para Tartaglione, o cigarro é “uma das formas de adição mais perigosas e socialmente aceitas”. Ele mesmo contou ter vivido as consequências de perto: “Meu pai morreu de câncer de pulmão por ser fumante”.

O impacto do fumo — mesmo para quem não fuma

O cardiologista também abordou os efeitos do fumo passivo e explicou as três formas de exposição:

  • Direta, quando a pessoa fuma;

  • De segunda mão, que afeta familiares e pessoas próximas;

  • De terceira mão, quando as toxinas do cigarro permanecem em paredes, móveis e tecidos — como quartos de hotel — por até nove meses.

Essas substâncias continuam sendo inaladas muito tempo depois de o cigarro ter sido apagado, ampliando o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares mesmo entre não fumantes.

O que acontece quando você decide parar

Deixar o cigarro traz benefícios quase imediatos. Tartaglione destacou que:

  • Após 20 minutos, a frequência cardíaca volta ao normal;

  • Em dois dias, a capacidade pulmonar melhora;

  • Em três anos, o risco de infarto se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou;

  • Em até 15 anos, o risco de desenvolver câncer de pulmão se reduz drasticamente.

Essas transformações mostram que o corpo começa a se regenerar assim que a nicotina é eliminada — e que nunca é tarde para mudar.

O desafio de dar o primeiro passo

Fumar
© (Freepik)

“Todo mundo sabe que fumar faz mal, mas o mais difícil é fazer o ‘clique’ e decidir parar”, afirmou o cardiologista. Segundo ele, reconhecer o problema é o primeiro e mais importante passo no combate à dependência química.

Tartaglione propõe uma reflexão simples aos que tentam abandonar o vício:

“Pergunte-se: o que posso fazer para mudar?”

A mensagem é clara — parar de fumar exige coragem e acompanhamento, mas também consciência. E, como ele reforça, a prevenção e o diagnóstico precoce podem significar a diferença entre viver e morrer.

 

[ Fonte: La Nación ]

 

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