Tomar banho diariamente é visto como um costume saudável, mas será que isso se aplica igualmente a todas as idades? Após os 65 anos, o corpo muda e as necessidades também. A frequência ideal dos banhos pode ser menor do que se imagina — e isso não apenas favorece a saúde da pele, mas também o consumo consciente de recursos como a água.
Como a idade afeta a rotina de higiene

Com o passar dos anos, a pele se torna mais fina, sensível e propensa à desidratação. Banhos longos e frequentes, especialmente com água quente e sabonetes agressivos, podem agravar esse ressecamento, aumentando o risco de irritações e infecções.
Especialistas recomendam que, após os 65 anos, a higiene corporal seja feita de forma estratégica. O ideal é tomar banho entre duas a três vezes por semana, complementando com limpeza localizada quando necessário. Essa frequência preserva a barreira natural da pele sem comprometer a limpeza.
Naturalmente, essa orientação deve ser adaptada a cada caso. Se houver prática de exercícios, transpiração excessiva ou algum desconforto, é válido incluir banhos extras. O mais importante é ouvir o próprio corpo e entender suas novas demandas.
Um banho mais consciente faz bem à pele e ao planeta

Além de proteger a saúde, a redução na frequência dos banhos pode contribuir com a preservação dos recursos naturais. Estima-se que uma única ducha utilize cerca de 60 litros de água, e um banho de imersão pode ultrapassar os 150 litros. Em apenas uma semana, esse hábito representa mais de 400 litros por pessoa.
Diante das mudanças climáticas e das crises hídricas, governos têm reforçado campanhas para o uso consciente da água. Na França, por exemplo, o Ministério da Transição Ecológica sugeriu banhos de no máximo cinco minutos. Com medidas simples, como duchas rápidas e o uso de chuveiros econômicos, é possível manter a higiene pessoal sem desperdício.
A adoção de um novo ritmo de banhos não significa descuido, e sim equilíbrio. Uma boa alternativa é manter a pele hidratada com cremes específicos após o banho, o que reforça sua proteção natural e ajuda a preservar o conforto no dia a dia.
Repensar a frequência dos banhos, especialmente na terceira idade, é um gesto de autocuidado que alia bem-estar, saúde e responsabilidade ambiental — um hábito simples que faz diferença em várias esferas da vida.
[Fonte: Correio Braziliense]