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O que as passarelas de Paris revelaram para o inverno da moda

A Semana de Moda de Paris revelou pistas importantes sobre o que deve dominar o guarda-roupa feminino na próxima temporada fria. Entre texturas, cores e silhuetas, algumas tendências se destacaram.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Quando as passarelas de Paris entram em ação, o mundo da moda costuma prestar atenção. A capital francesa continua sendo um dos principais termômetros das tendências globais, especialmente durante a Semana de Moda de prêt-à-porter. Na edição mais recente, designers e grandes maisons apresentaram coleções que antecipam o que pode ganhar espaço no outono-inverno de 2026-27. Entre propostas clássicas revisitadas e detalhes inesperados, algumas direções se repetiram com força.

Casacos marcantes e o retorno de peças clássicas

O que as passarelas de Paris revelaram para o inverno da moda
© https://x.com/lolatungthings

Entre os elementos mais presentes nas passarelas esteve um tipo de peça essencial para o inverno: o casaco.

As coleções mostraram uma forte presença de modelos com aparência de pele, principalmente versões sintéticas ou ecológicas. A tendência reforça uma movimentação crescente da indústria da moda em direção a alternativas que substituem o uso de peles naturais.

Desfiles como o da marca Zimmermann destacaram casacos volumosos com textura felpuda, criando peças que chamam atenção tanto pelo visual quanto pela sensação de conforto.

Ao lado dessas versões mais chamativas, materiais tradicionais continuam firmes no guarda-roupa de inverno. Tecidos como lã e cashmere apareceram em coleções que apostam em elegância discreta e atemporal.

Outro destaque observado nas passarelas foi o retorno da capa, uma peça clássica que voltou reinterpretada em diversas cores e estilos. O desfile de Pierre Cardin mostrou diferentes versões dessa silhueta, reforçando a ideia de que peças amplas e envolventes podem ganhar protagonismo na próxima temporada.

Jaquetas estruturadas ganham protagonismo

Outra tendência evidente foi o destaque dado às jaquetas estruturadas.

Modelos de corte reto apareceram frequentemente nas coleções, combinados tanto com saias quanto com calças. Esse tipo de peça cria uma silhueta elegante e versátil, capaz de transitar entre propostas formais e produções mais contemporâneas.

Alguns estilistas também apostaram em versões cruzadas, embora em menor escala.

A tradicional estética da maison Chanel apareceu reinterpretada sob a direção criativa de Matthieu Blazy, que apresentou novas leituras da clássica jaqueta da marca.

Outros designers europeus, como Marie Adam-Leenaerdt e Ann Demeulemeester, também exploraram essa peça com identidades próprias.

Já a estilista Gabriela Hearst optou por combinações com calças, criando conjuntos que lembram a alfaiataria masculina, mas adaptados a uma estética contemporânea.

Essa mistura de referências reforça uma tendência recorrente na moda atual: a fusão entre elementos clássicos e novas interpretações.

Vestidos continuam dominando as coleções

Se houve uma peça que apareceu de forma praticamente constante nas passarelas, foi o vestido.

As coleções indicam que o outono-inverno de 2026-27 terá espaço para uma ampla variedade de comprimentos e estilos.

Vestidos longos que quase tocam o chão dividiram atenção com versões midi e também com modelos curtos.

Algumas marcas apostaram em linhas minimalistas. A Courrèges, por exemplo, continua explorando o estilo simples que marcou a identidade da casa desde a década de 1960.

Outras propostas caminham em direção oposta, explorando estampas, brilho e detalhes mais elaborados.

Elie Saab apresentou vestidos com padrões marcantes e aplicações luminosas, enquanto Schiaparelli destacou modelos com aberturas estratégicas.

Há também criações voltadas para ocasiões mais festivas, como as apresentadas por Barbara Rizzi.

Entre os momentos mais comentados da semana de moda esteve o desfile da marca japonesa Issey Miyake, que voltou a explorar seu famoso trabalho com plissados, criando vestidos que combinam movimento e estrutura.

A importância dos acessórios nas produções

Além das roupas, os acessórios também tiveram papel importante nas coleções.

Mesmo tratando-se de uma temporada de inverno, algumas marcas surpreenderam ao incluir sandálias e calçados com aberturas em seus looks, como observado em apresentações da Chanel.

Ao mesmo tempo, botas altas — conhecidas em alguns contextos como cuisardes — também apareceram como opção forte para os meses frios, segundo propostas apresentadas por Roger Vivier.

As bolsas também ganharam destaque. Um modelo específico chamou atenção após sua estreia em outubro: o Amazona 180.

Criado para a casa espanhola Loewe por Jack McCollough e Lázaro Hernández, o acessório possui uma única alça e faz referência aos 180 anos de história da marca.

Parcerias criativas também marcaram presença. A Longchamp, por exemplo, apresentou peças inspiradas em paisagens coloridas em colaboração com a artista Caroline Hélain.

Toques de cor para iluminar os dias frios

Embora o preto tenha dominado grande parte das coleções, as passarelas também revelaram um movimento interessante em direção a cores vibrantes.

Vermelho, amarelo e laranja apareceram como pontos de destaque em diversas propostas, criando contrastes visuais capazes de iluminar os looks de inverno.

Alguns estilistas exploraram tons específicos com mais intensidade.

Isabel Sanchis, por exemplo, destacou o bordô em suas criações, enquanto marcas como Lacoste também incorporaram essa tonalidade em suas coleções.

Já a estilista Agnès b. apresentou uma ampla gama de azuis, reforçando a presença dessa cor na temporada.

Além das cores sólidas, estampas com listras e padrões quadriculados também apareceram em combinações ousadas, muitas vezes misturando tons contrastantes.

Esses detalhes indicam que, mesmo em uma estação tradicionalmente associada a cores mais sóbrias, o inverno de 2026-27 pode abrir espaço para produções mais vibrantes e criativas.

[Fonte: UDGTV]

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