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Ciência

O que comer para manter a pele mais jovem e saudável

Frutas, verduras, gorduras saudáveis e alimentos que favorecem a microbiota podem contribuir para a saúde da pele ao longo dos anos
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Tempo de leitura: 3 minutos

O cuidado com a pele também passa pelo prato. Maior órgão do corpo, ela funciona como uma barreira diante do ambiente e enfrenta diariamente os efeitos da radiação solar, da poluição e do envelhecimento. Com o tempo, a redução do colágeno compromete sua estrutura e favorece o aparecimento de rugas. Uma alimentação variada fornece nutrientes importantes para sua manutenção, embora nenhum alimento consiga interromper o envelhecimento ou substituir a proteção solar.

Frutas e verduras coloridas oferecem nutrientes importantes

Frutas
© pexels

Cenoura, tomate, pimentão e vegetais de folhas verdes fornecem carotenoides, pigmentos com propriedades antioxidantes. Entre eles estão o betacaroteno, o licopeno e a luteína, investigados por sua participação nas defesas da pele contra danos ambientais.

Adicionar uma pequena quantidade de gordura, como azeite, pode facilitar a absorção desses compostos. O betacaroteno também pode ser convertido em vitamina A, importante para o crescimento e a renovação das células cutâneas.

Já frutas cítricas, manga e outros vegetais oferecem vitamina C, necessária à produção de colágeno. Essa proteína ajuda a sustentar a pele, enquanto a vitamina também participa das defesas antioxidantes do organismo.

Os possíveis benefícios dependem da continuidade da alimentação. Segundo Jean Krutmann, pesquisador do Instituto Leibniz de Pesquisa em Medicina Ambiental, na Alemanha, efeitos mensuráveis de antioxidantes sobre a proteção ambiental geralmente exigem semanas de consumo regular.

Isso não significa que comer determinados vegetais permita aumentar o tempo de exposição ao sol. A contribuição nutricional é complementar aos cuidados externos.

O estudo com manga mostrou resultados que exigem cautela

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Davis investigou o consumo de manga em mulheres após a menopausa. Durante 16 semanas, as participantes consumiram porções de 85 ou 250 gramas, quatro vezes por semana.

Segundo a universidade, que divulgou os resultados do estudo, o grupo da porção menor apresentou redução em medidas de rugas profundas. A porção maior, porém, esteve associada ao aumento de algumas medidas de rugas.

Os pesquisadores levantaram a possibilidade de que o açúcar da fruta contribuísse para a diferença, mas não estabeleceram a causa. O resultado também não permite concluir que comer mais manga provoque envelhecimento da pele na população geral.

Tratava-se de um estudo piloto, com um grupo específico. Seus achados justificam novas pesquisas, sem transformar uma porção de fruta em tratamento contra rugas.

Castanhas, sementes e peixes também entram no cardápio

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Amêndoas, avelãs e sementes fornecem vitamina E e gorduras que participam da manutenção da pele. A vitamina E tem ação antioxidante, enquanto ácidos graxos essenciais ajudam a preservar a barreira cutânea.

Um pequeno ensaio clínico publicado em 2019 avaliou o consumo diário de amêndoas durante 16 semanas. Os pesquisadores observaram melhora em medidas de rugas entre mulheres após a menopausa.

Novamente, o perfil das participantes limita a aplicação dos resultados a outras pessoas. O estudo sugere um possível benefício, mas não demonstra que amêndoas eliminem rugas ou produzam o mesmo efeito em todas as idades.

Sardinha, salmão e cavala oferecem ômega-3, associado à regulação de processos inflamatórios. Esses alimentos podem integrar uma dieta equilibrada junto de vegetais, leguminosas e cereais integrais, sem depender de um ingrediente isolado para obter benefícios.

A relação entre o intestino e a pele

A microbiota intestinal também participa dessa história. Os microrganismos do intestino interagem com o sistema imunológico e produzem substâncias que podem influenciar processos inflamatórios. Essa comunicação integra o chamado eixo intestino-pele.

Uma alimentação com diferentes fontes vegetais fornece fibras e outros componentes utilizados por esses microrganismos. Feijão, lentilha, aveia, frutas e verduras ajudam a ampliar essa variedade.

Alimentos fermentados, como iogurte, kefir, chucrute e kimchi, também podem fazer parte do cardápio. Isso não significa que todos tenham os mesmos microrganismos ou benefícios, nem que seu consumo trate doenças dermatológicas.

A alimentação complementa a proteção diária

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A Academia Americana de Dermatologia destaca que proteger a pele do sol ajuda a reduzir queimaduras, câncer de pele e sinais de envelhecimento precoce, como manchas e rugas. Sombra, roupas e protetor solar fazem parte dessa estratégia.

No prato, a proposta é manter variedade e regularidade. Os nutrientes contribuem para o funcionamento da pele, mas seus efeitos não equivalem a um rejuvenescimento garantido. Cuidar desse órgão envolve combinar alimentação adequada com hábitos que reduzam os danos acumulados ao longo da vida.

 

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