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Tecnologia

O que é superinteligência artificial e por que Mark Zuckerberg está obcecado por ela

O Mark Zuckerberg decidiu entrar com tudo na corrida pela superinteligência artificial. O CEO da Meta anunciou, nesta terça-feira (19), a quarta reestruturação da divisão de IA em apenas seis meses. O objetivo? Acelerar o desenvolvimento de sistemas mais poderosos que o cérebro humano e colocar a empresa na dianteira contra rivais como OpenAI e Google.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A aposta da Meta: dividir para acelerar

A divisão da empresa, agora chamada de Meta Superintelligence Labs (MSL), foi reorganizada em quatro equipes principais:

  • Pesquisa básica: criar novos métodos de aprendizado de máquina.

  • Desenvolvimento de superinteligência: foco total na IA mais avançada possível.

  • Integração de produtos: levar a tecnologia para Instagram, WhatsApp, Threads e Oculus.

  • Infraestrutura: construir data centers e supercomputadores dedicados.

Segundo o The New York Times, a Meta vê essa estratégia como essencial para alcançar a chamada AGI (Artificial General Intelligence), ou inteligência artificial geral — um estágio intermediário antes da superinteligência artificial.

Afinal, o que é superinteligência artificial?

Inteligencia Artificial
© Steve Johnson – Unsplash

A superinteligência artificial (ASI, na sigla em inglês) ainda é um conceito teórico, mas altamente disputado no Vale do Silício. Trata-se de um sistema com capacidades cognitivas muito superiores às humanas, capaz de aprender, raciocinar, criar e tomar decisões sem limitações biológicas.

Para chegar lá, é preciso passar pela AGI: uma IA capaz de aprender sozinha e se adaptar a diferentes contextos, como um ser humano. Isso exige avanços em várias frentes:

  • Redes neurais complexas

  • Computação neuromórfica (imitando o cérebro humano)

  • IA multissensorial

  • Processamento de linguagem natural avançado

  • Autoprogramação

Hoje, sistemas como IA generativa, carros autônomos e assistentes virtuais já dão sinais de como esse futuro pode ser.

Zuckerberg quer dominar a corrida pela AGI

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© YouTube

A Meta não está sozinha nessa disputa. OpenAI, Google DeepMind e Anthropic também investem bilhões na busca pela AGI. Mas Zuckerberg quer ganhar escala rápido.

Em junho de 2025, ele criou um laboratório exclusivo para superinteligência e contratou Alexandr Wang, fundador da Scale AI, como chief AI officer. Para atrair talentos, a empresa oferece salários milionários e ações generosas, desencadeando uma guerra de contratações no Vale do Silício.

O investimento é gigantesco: só em 2025, a Meta deve gastar US$ 72 bilhões (R$ 394 bilhões), boa parte para data centers e supercomputadores dedicados à IA.

Mas nem tudo saiu como planejado: o modelo “Behemoth”, considerado a principal aposta, foi descartado após resultados decepcionantes. Agora, a Meta foca em um novo modelo fechado, abandonando a antiga política de código aberto.

Os impactos — e riscos — da superinteligência

Defensores da ASI acreditam que ela pode revolucionar o mundo. Com capacidade de processar volumes imensos de dados, ela poderia:

  • Acelerar descobertas científicas

  • Criar novos tratamentos de saúde

  • Resolver problemas climáticos complexos

  • Otimizar sistemas econômicos e energéticos

Por outro lado, os riscos são enormes. Pesquisadores alertam para cenários de IA incontrolável, onde máquinas superinteligentes poderiam agir fora do controle humano. Isso levanta questões éticas profundas:

  • Desemprego tecnológico em larga escala

  • Manipulação de informações

  • Concentração de poder nas big techs

  • Potenciais ameaças à segurança global

A Meta quer liderar a próxima revolução

Com essa reorganização, Zuckerberg deixa claro que quer a Meta como protagonista na próxima grande revolução tecnológica. Se conseguir chegar à superinteligência artificial antes dos concorrentes, a empresa pode definir padrões globais para o futuro da tecnologia — e, talvez, para o futuro da humanidade.

 A Meta reorganizou sua divisão de IA pela quarta vez em seis meses para acelerar o desenvolvimento de superinteligência artificial. O objetivo de Zuckerberg é criar sistemas mais poderosos que o cérebro humano e assumir a liderança na corrida contra OpenAI e Google — um futuro com potencial transformador, mas também cheio de riscos.

 

[ Fonte: Época Negocios ]

 

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