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O que está por trás da disparada do ouro – e por que ele pode subir ainda mais

Com a economia global em alerta, o ouro volta a brilhar como nunca. Após ultrapassar os US$ 3.500 por onça, analistas apontam que o metal pode seguir em alta diante das incertezas geopolíticas, econômicas e cambiais. Entenda o que está impulsionando esse movimento e o que pode vir a seguir.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O mundo financeiro vive um momento de grande instabilidade. Em meio a tensões entre potências, mudanças na política monetária e um novo capítulo na guerra comercial global, o ouro assume um papel central como porto seguro dos investidores. Só em 2025, o metal já valorizou 30% e continua ganhando força.

Três gatilhos por trás da alta histórica

Segundo Linh Tran, da XS.com, o ouro responde a uma combinação poderosa: escalada de tensões geopolíticas, incerteza na política monetária dos EUA e o retorno da guerra comercial sob a gestão de Donald Trump. A tudo isso se soma um fator técnico decisivo: a desvalorização do dólar.

O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a outras divisas, caiu mais de 10% nos últimos três meses. Isso torna o ouro mais atrativo para investidores globais. Além disso, bancos centrais estão comprando o metal em grande volume, enquanto fundos de investimento (ETFs) continuam aumentando suas posições.

Javier Molina, da eToro, destaca ainda o papel da liquidez: “Há uma retirada maciça de capital da bolsa, e isso reforça a procura por ativos como o ouro”.

Disparada Do Ouro (2)
© iStock

Guerra comercial reacende incertezas

O retorno de Trump à presidência reacendeu a disputa econômica com a China. Em abril, os EUA retomaram tarifas agressivas, desencadeando represálias imediatas. Pequim respondeu com novas tarifas, abriu uma queixa na OMC e nomeou um novo negociador comercial. O cenário é descrito como “ruptura total” entre as duas potências.

Com o comércio global ameaçado, o ouro reafirma seu papel como ativo de proteção contra choques e crises.

A política monetária sob pressão

A situação do Federal Reserve também preocupa. Trump tem pressionado publicamente Jerome Powell para cortar os juros, e há rumores de que ele poderá ser substituído. O mercado teme uma possível estagflação — mistura de estagnação econômica com inflação elevada — e já precifica pelo menos três cortes de juros ainda este ano.

Com juros mais baixos, o ouro se torna ainda mais atrativo, já que perde menos para ativos que oferecem rendimento.

E agora? O que esperar do ouro

Para analistas como Tran, a tendência de alta ainda tem fôlego. Se a política monetária americana continuar “dovish” (favorável a estímulos) e não houver choques negativos inesperados, o ouro poderá alcançar novas máximas em breve.

Em um mundo cada vez mais instável, o brilho do ouro continua sendo um dos poucos pontos de confiança para os investidores.

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