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O reencontro mais estranho de Game of Thrones saiu da TV e foi parar no cinema

Eles cresceram juntos em Westeros. Agora surgem como amantes no cinema — e nem os fãs, nem os próprios atores estavam preparados para isso. O resultado foi tão estranho quanto revelador.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Algumas imagens ficam gravadas para sempre na memória coletiva. Durante quase uma década, Sophie Turner e Kit Harington foram vistos como irmãos em Game of Thrones. Por isso, quando os dois reaparecem juntos em uma história de amor, o choque é imediato. O mais curioso? O desconforto não ficou restrito ao público. Nos bastidores, a experiência foi tão difícil que os próprios atores admitiram: atravessar essa linha foi tudo, menos simples.

De Westeros ao cinema, com uma virada

Por muitos anos, Sophie Turner e Kit Harington foram sinônimo de Sansa Stark e Jon Snow. A relação fraternal construída ao longo de Game of Thrones se tornou uma das mais sólidas e reconhecíveis da série. Esse vínculo foi tão bem estabelecido que acabou ultrapassando a ficção, moldando a forma como o público enxerga os dois atores até hoje.

Enquanto Turner vive um novo momento na carreira — impulsionado pela repercussão de sua escolha como a nova Lara Croft em uma série de Tomb Raider —, um projeto anterior chamou atenção por um motivo completamente diferente. Antes de empunhar pistolas e explorar ruínas, a atriz chega aos cinemas com The Dreadful, um filme que a reúne justamente com Harington.

O problema? Desta vez, não como irmãos.

A produção, dirigida por Natasha Kermani, se passa na Inglaterra do século XV, em meio à instabilidade da Guerra das Rosas. Turner interpreta Anne, uma jovem marginalizada que vive sob a opressão da sogra autoritária. A história toma um rumo delicado quando um homem do passado retorna inesperadamente: Jago, personagem de Harington. Com o marido de Anne desaparecido na guerra, a aproximação entre os dois reacende sentimentos antigos e abre espaço para um romance carregado de tensão — e de estranhamento.

Para o público, o choque é imediato. Para os atores, foi ainda pior.

Bastidores desconfortáveis e confissões

A reação de Sophie Turner não poderia ter sido mais honesta. Em entrevistas, a atriz reconheceu que gravar cenas românticas com alguém que ela associa emocionalmente a um “irmão” foi uma experiência profundamente desconfortável. Segundo ela, a sensação era estranha para todos os envolvidos — inclusive para os fãs, a quem chegou a pedir desculpas de forma quase preventiva.

O desconforto ficou ainda mais evidente quando Turner contou como tudo começou. Foi ela mesma quem sugeriu o nome de Kit Harington para o papel, sem pensar nas implicações. Só ao ler o roteiro com atenção percebeu o tamanho do desafio: beijos, cenas íntimas e uma relação amorosa explícita entre dois atores marcados por uma ligação fraternal na cultura pop.

No set, a teoria virou realidade. A primeira cena de beijo foi tão difícil que ambos chegaram a ter reações físicas de repulsa, algo que Turner descreveu como um dos momentos mais desconfortáveis de sua carreira. Apesar do tom bem-humorado ao relembrar a situação, o relato deixa claro que não foi apenas atuação: havia um limite emocional real sendo testado.

Ainda assim, os dois decidiram seguir em frente. O motivo foi simples e profissional: o roteiro. Ambos concordaram que a força da história justificava o desafio, mesmo que isso significasse enfrentar o estranhamento do público — e o próprio.

The Dreadful chega aos cinemas e ao streaming em fevereiro de 2026, carregando não apenas um drama sombrio, mas também um curioso exercício de ruptura de imagem. Resta saber se os fãs estão prontos para ver Jon e Sansa — perdão, Kit e Sophie — sob uma luz completamente diferente. Se nem eles se sentiram à vontade, o impacto parece inevitável.

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