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Os únicos dois países da América Latina que não possuem exército nem forças armadas

Dois países latino-americanos tomaram uma decisão surpreendente: aboliram suas forças armadas. Em vez de se enfraquecerem, apostaram na diplomacia, na cooperação e no desenvolvimento sustentável como pilares de sua segurança e projeção internacional.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Um caminho alternativo em uma região marcada pela militarização

Os únicos dois países da América Latina que não possuem exército nem forças armadas
© school projects – Pexels

No mundo, são raros os países que optaram por abrir mão de manter um exército permanente. Na América Latina, essa decisão foi adotada por duas nações que escolheram a paz como política de Estado: Costa Rica e Panamá. Ambas confiaram na força de instituições civis, priorizaram a educação, a saúde e os direitos humanos, e construíram uma política externa baseada na cooperação e no respeito ao direito internacional.

Enquanto a maioria dos países investe pesadamente em forças armadas para garantir sua soberania, Costa Rica e Panamá demonstram que é possível trilhar um caminho viável e seguro fortalecendo as instituições internas e apostando em acordos multilaterais.

Costa Rica: o país que trocou soldados por livros

Desde 1948, após uma breve guerra civil, a Costa Rica aboliu constitucionalmente seu exército. Em vez de manter tropas, o país redirecionou seus recursos para a educação, a saúde e o fortalecimento do Estado de Direito. A segurança interna ficou sob responsabilidade de forças policiais civis, enquanto sua política externa passou a se basear na neutralidade, nos direitos humanos e na proteção ambiental.

Esse modelo transformou a Costa Rica em referência global de paz, estabilidade e desenvolvimento humano. O país ostenta altos índices de alfabetização, qualidade de vida e acesso à saúde, além de ser um ator ativo em fóruns multilaterais e tratados internacionais.

Panamá: segurança sem exército em um ponto estratégico do comércio mundial

Em 1990, após a intervenção militar dos Estados Unidos e o fim de uma ditadura, o Panamá desmantelou oficialmente suas forças armadas. Desde então, adota um modelo de segurança baseado em instituições civis como a Polícia Nacional e o Serviço Nacional de Fronteiras.

Mesmo sem um exército tradicional, o Panamá conseguiu manter sua estabilidade interna e proteger um de seus maiores patrimônios: o Canal do Panamá. Por meio de cooperação internacional e acordos estratégicos, o país garante a segurança dessa via vital para o comércio global, consolidando-se como um parceiro confiável no cenário econômico internacional.

Sem exército significa fraqueza? Um olhar diferente

Os únicos dois países da América Latina que não possuem exército nem forças armadas
© Unsplash – Dominik Lückmann.

A trajetória de Costa Rica e Panamá prova que não contar com forças armadas não equivale à vulnerabilidade. Pelo contrário: ambas as nações demonstraram que é possível construir segurança por meio do desenvolvimento humano, da confiança nas instituições internacionais e do investimento em áreas sociais fundamentais.

Enquanto muitos países seguem gastando somas bilionárias com aparato militar, essas duas nações optaram por investir em educação, saúde pública e meio ambiente. Os resultados são visíveis: estabilidade política, reconhecimento internacional e um modelo alternativo de segurança baseado no bem-estar da população e na cooperação global.

[Fonte: DiarioUno]

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