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Pasta de dente famosa é proibida na Argentina e no Brasil após causar reações graves

Uma das marcas mais populares do mundo teve um de seus produtos retirado das prateleiras por provocar ardência, aftas e inflamações bucais. Autoridades sanitárias dos dois países recomendam atenção imediata dos consumidores e levantam alertas sobre os riscos de itens de higiene cotidiana.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Um item presente em milhões de lares acaba de entrar na lista de produtos proibidos em dois países da América do Sul. A Colgate Total Clean Mint com flúor, pasta de dente da gigante Colgate-Palmolive, foi suspensa na Argentina e no Brasil após causar efeitos adversos em centenas de consumidores. A decisão acende um alerta importante sobre a segurança de produtos de uso diário.

Reações preocupantes e retirada do mercado

Um item presente em milhões de lares acaba de entrar na lista de produtos proibidos em dois países da América do Sul.
© George Becker – Pexels

A Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT), equivalente argentino à Anvisa, anunciou a proibição da venda e uso da pasta Colgate Total Clean Mint. A decisão foi tomada após relatos de sintomas como ardor, irritação, aftas, inflamação das mucosas orais e sensibilidade na língua e gengiva.

Até meados de julho, foram oficialmente registrados ao menos 21 casos na Argentina, sendo 19 reportados diretamente à fabricante e dois registrados pelo sistema de cosmetovigilância do governo. Diante disso, o produto foi retirado do mercado como medida preventiva.

Problema também no Brasil: mais de 11 mil casos

O caso argentino tem raízes em um episódio anterior e muito mais grave no Brasil. Entre julho de 2024 e junho de 2025, autoridades sanitárias brasileiras contabilizaram mais de 11.400 notificações semelhantes envolvendo a mesma pasta de dente.

As investigações indicam que a causa das reações pode estar ligada a um novo ingrediente aromatizante incluído nesta versão específica do produto. A substância seria responsável por irritações localizadas em usuários com maior sensibilidade.

Como Brasil e Argentina compartilham a mesma fórmula e a mesma planta de produção, a ANMAT decidiu seguir a recomendação brasileira e solicitou a retirada voluntária do produto de todos os pontos de venda no país.

O que fazer se você usou o produto

Consumidores que tenham usado a Colgate Total Clean Mint com flúor e apresentem qualquer sintoma adverso devem interromper imediatamente o uso e entrar em contato com os órgãos de saúde. A ANMAT disponibiliza um formulário de cosmetovigilância e também atendimento por e-mail para registrar queixas.

Ainda que a situação envolva apenas países da América do Sul até o momento, o alerta é relevante para outros mercados, principalmente pela presença global da Colgate em prateleiras do mundo inteiro.

Alerta para uma questão maior?

Por enquanto, órgãos reguladores europeus, como o RAPEX (sistema de alerta rápido para produtos não alimentícios), não registraram incidentes com essa pasta de dente. No entanto, especialistas destacam que casos como esse reforçam a necessidade de controle rigoroso em produtos de higiene pessoal, muitas vezes negligenciados pela população.

Além disso, o episódio evidencia a importância da cosmetovigilância — um sistema essencial para identificar e prevenir riscos à saúde associados a cosméticos e produtos de cuidado pessoal.

Fique atento às próximas comunicações

Ainda não há previsão de impacto na Europa ou em outros continentes, mas entidades como a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários e o portal Safety Gate podem emitir alertas futuros caso ocorram relatos semelhantes fora da América Latina.

Enquanto isso, a recomendação é simples: se você usa a Colgate Total Clean Mint com flúor e está em algum dos países afetados — ou adquiriu o produto pela internet —, suspenda o uso e fique atento a qualquer reação. Em caso de dúvida, procure um profissional de saúde e acompanhe os comunicados oficiais dos órgãos reguladores.

Esse caso serve como lembrete de que até mesmo os produtos mais comuns e consagrados merecem atenção e vigilância constantes para garantir a segurança do consumidor.

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