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Ciência

Pintas e manchas na pele: quando se preocupar e como identificar sinais de alerta

O câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente no Brasil, segundo o Inca, e o diagnóstico precoce pode salvar vidas. Alterações em pintas e manchas podem indicar risco, mas nem todas são perigosas. Saiba quais sinais observar, como prevenir e quando procurar um dermatologista.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Uma simples mancha no rosto levou a enfermeira Renata ao consultório e acabou revelando um melanoma em estágio inicial, o tipo mais agressivo de câncer de pele. O caso reforça a importância de conhecer o próprio corpo, adotar cuidados preventivos e buscar avaliação médica regular para diagnóstico precoce e tratamento eficaz.

O câncer de pele e sua importância no Brasil

Pele
© Edu Bastidas – Unsplash

O câncer de pele é o tumor mais frequente no país, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Ele pode se manifestar de formas diferentes, mas o melanoma, embora mais raro, é o tipo mais agressivo.

De acordo com Marina Sahade, oncologista do Hospital Sírio-Libanês, a detecção precoce é essencial: “Quanto antes a lesão for identificada, maiores são as chances de cura e menores as complicações”.

Por isso, consultas anuais com dermatologistas e a autoavaliação regular são fundamentais para acompanhar possíveis alterações na pele.

Quando uma pinta pode ser sinal de alerta

Segundo a dermatologista Luísa Juliatto, do Alta Diagnósticos, é preciso atenção a pintas e manchas que apresentem:

  • Mudança de cor ou tonalidade irregular;

  • Aumento de tamanho ou formato assimétrico;

  • Bordas irregulares;

  • Diferentes cores na mesma pinta;

  • Coceira, dor, sangramento ou feridas que não cicatrizam.

Outro indicativo importante é o crescimento rápido da lesão. Em casos suspeitos, o médico pode solicitar exames como:

  • Dermatoscopia digital — análise detalhada das pintas com imagem ampliada;

  • Mapeamento corporal de nevos — para acompanhar alterações na pele ao longo do tempo;

  • Ultrassom dermatológico — indicado para lesões mais profundas;

  • Biópsia de pele — confirma o diagnóstico por exame anatomopatológico.

Pintas e manchas que não representam risco

Nem todas as marcas na pele indicam câncer. De acordo com Juliatto, algumas condições são consideradas inofensivas, como:

  • Manchas solares;

  • Sardas (efélides);

  • Ceratoses seborreicas;

  • Melasma;

  • Nevo comum (pintas tradicionais e sem alterações).

No entanto, qualquer mudança repentina nesses tipos de lesões deve ser avaliada por um dermatologista para descartar riscos.

Exposição solar: o principal fator de risco

Para a oncologista Marina Sahade, a exposição solar intensa e repetitiva, principalmente na infância e adolescência, é o principal fator associado ao câncer de pele. Porém, outros elementos também aumentam o risco:

  • Pele, olhos e cabelos claros;

  • Histórico familiar da doença;

  • Uso de câmaras de bronzeamento artificial;

  • Sistema imunológico enfraquecido;

  • Longos períodos ao ar livre sem proteção adequada.

Vale reforçar que pessoas negras também podem desenvolver câncer de pele, embora em menor incidência.

Prevenção: hábitos que salvam vidas

A prevenção é a estratégia mais eficaz contra o câncer de pele. A dermatologista Luísa Juliatto recomenda:

  • Usar protetor solar FPS 30 ou mais, reaplicando a cada duas horas;

  • Evitar exposição ao sol entre 10h e 15h;

  • Apostar em barreiras físicas, como camisas com proteção UV, chapéus, óculos de sol e guarda-sóis;

  • Manter consultas dermatológicas anuais e acompanhamento mais frequente em casos de histórico pessoal ou familiar.

Após o diagnóstico, Renata incorporou essas práticas à rotina, adotando protetores solares, roupas especiais e medicação preventiva para reduzir riscos. Seu caso ilustra como cuidado, prevenção e diagnóstico precoce fazem toda a diferença.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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