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Ciência

Planeta Nove ou Planeta Y? Astrônomos sugerem novo mundo oculto no sistema solar

Astrônomos da Universidade de Princeton sugerem que pode haver um planeta desconhecido escondido nos confins do sistema solar. O candidato, apelidado de Planeta Y, teria tamanho semelhante ao da Terra e orbitaria muito além de Netuno. Se confirmado, esse achado pode redefinir o que sabemos sobre a arquitetura do nosso quintal cósmico.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Um planeta oculto além de Netuno

Planeta Agua
© Wikilmages – Pixabay

A proposta surge a partir de anomalias detectadas nas órbitas de objetos localizados no cinturão de Kuiper — uma vasta região repleta de corpos gelados além de Plutão. Segundo o estudo publicado pela New Scientist, o Planeta Y seria diferente dos já sugeridos “Planeta Nove” e “Planeta X”, apresentando características únicas e uma influência gravitacional sutil, mas intrigante.

Amir Siraj, líder da pesquisa, explica que a gravidade desse possível planeta provoca uma ondulação nas órbitas de certos objetos, desviando-os cerca de 15 graus do plano habitual do sistema solar. Ele compara o efeito ao impacto de uma pedra caindo em um lago, criando pequenas “ondas” cósmicas.

O mistério do Planeta Nove

A existência do chamado Planeta Nove já vinha sendo investigada por diferentes equipes. Um estudo da Universidade Rice estima que há até 40% de chance de que ele tenha se formado nas bordas do sistema solar. Com massa entre cinco e dez vezes a da Terra, o Planeta Nove poderia orbitar entre 400 e 800 vezes a distância da Terra ao Sol.

Segundo os cientistas, essa hipótese explicaria a estranha distribuição de objetos transnetunianos, que parecem agrupados de forma incomum — como se estivessem sendo “puxados” por um corpo massivo invisível.

O pesquisador André Izidoro destaca que a formação de planetas tão distantes não é comum em outros sistemas estelares e que o nosso pode ser uma exceção intrigante.

Planeta Y: um candidato mais sutil

O Planeta Y teria entre a massa de Mercúrio e a da Terra e orbitaria 100 a 200 vezes a distância entre a Terra e o Sol — mais próximo do que o suposto Planeta Nove, mas ainda assim longe demais para ser detectado diretamente.

Os dados indicam que sua inclinação orbital e sua gravidade discreta explicariam por que ele permaneceu escondido até agora. Segundo Siraj, a probabilidade de que o sinal detectado seja fruto do acaso varia entre 2% e 4%:

“Nossa evidência ainda é modesta, mas credível. Se essa ondulação é real, a explicação mais simples é um planeta inclinado que ainda não descobrimos.”

O que dizem os especialistas

Para Jonti Horner, astrônomo da Universidade do Sul de Queensland, a proposta é plausível:

“Simplesmente não sabemos o que há lá fora. A região além de Netuno é praticamente inexplorada.”

Horner acredita que planetas como o Planeta Y não se formaram onde estão hoje, mas foram expulsos para regiões externas durante as fases iniciais do sistema solar — um fenômeno conhecido como dispersão planetária.

O futuro das descobertas

O Observatório Vera C. Rubin, no Chile, promete revolucionar a pesquisa. Com um mapeamento do céu de dez anos, o telescópio poderá detectar milhares de novos objetos transnetunianos e verificar se os sinais do Planeta Y e do Planeta Nove realmente se confirmam.

Amir Siraj acredita que, caso o Planeta Y exista, o observatório pode encontrá-lo nos primeiros anos de operação ou, no mínimo, fornecer novas evidências do efeito de ondulação gravitacional que motivou a hipótese.

Um novo capítulo no sistema solar

Planetas Havitaveis
© Javier Miranda – Unsplash

Se comprovada, a existência do Planeta Y significaria que o sistema solar ainda guarda segredos profundos — incluindo mundos desconhecidos capazes de alterar a dinâmica de tudo o que conhecemos.

Talvez Plutão não seja mais o último “posto avançado” do nosso sistema. O cosmos pode ser muito mais vasto — e mais misterioso — do que imaginamos.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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