Há meses, quem acompanhou o circuito de festivais vem repetindo a mesma coisa: Obsessão é brutal, desconfortável e impossível de ignorar. Desde as primeiras exibições, o longa chamou atenção pela forma como leva uma premissa simples a consequências extremas.
Escrito e dirigido por Curry Barker, o filme marca a chegada de uma nova voz no terror contemporâneo — alguém disposto a explorar o lado mais sombrio das relações humanas.
Um pedido inocente que sai do controle
A trama acompanha Bear (Michael Johnston), um jovem apaixonado por sua melhor amiga, Nikki (Inde Navarrette). O sentimento é intenso, mas não correspondido.
Tudo muda quando Bear encontra um objeto curioso chamado “One Wish Willow”, um presente aparentemente inofensivo que concede um desejo. Movido pela frustração, ele pede que Nikki o ame mais do que qualquer coisa no mundo.
Afinal, desejos mágicos não se realizam… certo?
O problema é que, em Obsessão, eles se realizam — e o resultado é devastador.
Amor transformado em terror
O que poderia soar como fantasia romântica rapidamente se transforma em horror psicológico. O amor absoluto se torna sufocante, invasivo e assustador.
Michael Johnston entrega uma atuação convincente como o jovem romântico que cruza um limite perigoso. Mas é Inde Navarrette quem realmente se destaca. Sua interpretação de uma mulher presa a um amor imposto é descrita como perturbadora, com nuances emocionais que elevam o impacto do filme.
A dinâmica entre os dois personagens cria uma tensão constante que cresce a cada cena.
Terror com identidade própria
Curry Barker não aposta apenas em sustos fáceis. Obsessão trabalha o desconforto emocional e psicológico, questionando a romantização da posse e do controle nas relações afetivas.
O filme também conta com Cooper Tomlinson, Megan Lawless e Andy Richter no elenco, ampliando o clima inquietante da narrativa.
Quem já assistiu garante: trata-se de um terror intenso, que provoca tanto fascínio quanto incômodo.
Estreia nos cinemas
Obsessão estreia nos cinemas em 15 de maio e já surge como forte candidata a um dos destaques do ano no gênero.
Para quem aprecia histórias que misturam romance distorcido, sobrenatural e tensão psicológica crescente, este é um título que promete marcar.
Prepare-se: em Obsessão, desejar demais pode ser o começo do fim.