O sonho do bicampeonato mundial do Flamengo terminou de forma dolorosa. Na final da Copa Intercontinental, disputada no Estádio Ahmed bin Ali, no Catar, o rubro-negro foi superado pelo PSG nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. O resultado fez do Paris Saint-Germain o primeiro clube francês a conquistar um título mundial, fechando uma temporada histórica.
Domínio do PSG e pressão desde o início

Desde os primeiros minutos, o PSG deixou claro que não estava disposto a dar espaço. Com posse de bola esmagadora e marcação alta, o campeão da Champions League controlou o ritmo do jogo e forçou erros do sistema defensivo do Flamengo. O time brasileiro teve dificuldades para manter a bola e parecia sentir o peso da decisão.
A pressão quase virou gol cedo, mas um lance de Fabián Ruiz acabou anulado após revisão do VAR. Ainda assim, o cenário era claro: o PSG rondava a área rubro-negra, enquanto o Flamengo tentava sobreviver e buscar escapadas pontuais.
Gol francês expõe fragilidade rubro-negra
O domínio acabou sendo recompensado aos 38 minutos do primeiro tempo. Em uma jogada pelo lado esquerdo, Doué cruzou rasteiro, Rossi não conseguiu interceptar, e Kvaratskhelia apareceu livre para completar para o gol. O 1 a 0 parecia confirmar o roteiro esperado da final.
Mesmo em desvantagem, o Flamengo tentou reagir com bolas paradas e cruzamentos, sua principal arma na partida. Faltava, porém, consistência para transformar as chances em perigo real.
Mudanças, reação e empate do Flamengo
O panorama começou a mudar no segundo tempo com as substituições de Filipe Luís. A entrada de Pedro deu mais presença de área, e o Flamengo passou a incomodar a defesa francesa. O empate veio aos 16 minutos, em pênalti convertido por Jorginho, após falta cometida por Marquinhos em Arrascaeta.
O gol incendiou o jogo. O PSG voltou a acelerar, e o Flamengo passou a apostar em contra-ataques rápidos. A final ficou aberta, tensa e com erros dos dois lados — cenário perfeito para drama.
Dembélé entra, pressão aumenta e decisão vai ao limite
Percebendo o risco, Luis Enrique lançou mão de um recurso especial: Dembélé, recém-eleito melhor jogador do mundo, entrou mesmo sem estar 100%. A presença do craque aumentou a pressão sobre a defesa rubro-negra, que resistiu até o fim do tempo normal e da prorrogação.
O desgaste físico pesou. O PSG, em meio de temporada europeia, parecia mais inteiro. Ainda assim, o Flamengo segurou o empate e levou a decisão para os pênaltis, apostando na tensão e no psicológico.
Safonov decide nos pênaltis e PSG faz história
Na disputa final, brilhou a estrela de Matvey Safonov. O goleiro russo defendeu quatro cobranças do Flamengo, selando a vitória francesa por 2 a 1 nos pênaltis. A festa foi parisiense: o PSG confirmou um ano quase perfeito, com títulos nacionais, continentais e agora o mundial.
Para o Flamengo, ficou a frustração, mas não o apagamento de uma temporada gigantesca. Em 2025, o clube conquistou sete troféus e voltou a competir de igual para igual com a elite europeia.
A derrota dói, especialmente nos pênaltis, mas também deixa um recado claro: o Flamengo segue no topo do futebol sul-americano. Já o PSG entra para a história — e mostra que, agora, a França também sabe o que é conquistar o mundo.
[Fonte: Correio Braziliense]