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Quando The Last of Us vai acabar? Nem a HBO sabe — e a resposta passa por Abby, mais temporadas e um futuro ainda em aberto

Mesmo com a terceira temporada já em desenvolvimento, a emissora admite que o fim da série ainda não está definido. O motivo é simples: a adaptação do segundo jogo é grande demais para caber em apenas uma etapa. Enquanto isso, os fãs precisam se preparar para ver apenas parte da história quando a série retornar.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A pergunta parece direta, mas a resposta está longe de ser simples: quando, afinal, The Last of Us vai terminar? A própria HBO admite que ainda não sabe. Embora uma terceira temporada já esteja oficialmente em produção, ninguém garante que ela será a última — e recentes declarações da liderança do canal só aumentaram a sensação de que a jornada televisiva desse universo pós-apocalíptico pode ser mais longa do que muitos imaginam.

Em entrevista ao Deadline, o chefe da HBO, Casey Bloys, foi questionado sobre quanto “combustível” ainda resta à série. Sua resposta foi diplomática: tudo depende do showrunner Craig Mazin. Em outras palavras, existe abertura para continuar — mas nenhuma decisão fechada sobre quantas temporadas serão necessárias para concluir a história.

Por que a terceira temporada não deve ser o final

Esse suspense não é novo. No ano passado, Mazin já havia explicado que adaptar The Last of Us Part II provavelmente exigiria até três temporadas. Segundo ele, tentar amarrar tudo em apenas duas seria um processo longo e apressado demais. Uma alternativa seria fazer uma terceira temporada estendida, mas a equipe de roteiristas também trabalha com o cenário de precisar avançar para uma quarta, caso esse formato mais longo não seja suficiente.

A razão é puramente narrativa. Diferente do primeiro jogo, que tem uma estrutura relativamente linear, Part II apresenta múltiplos pontos de vista, saltos temporais e arcos emocionais complexos. É uma história mais ambiciosa, com várias peças em movimento — algo que, na TV, pede espaço para respirar.

Mazin já deixou claro que o planejamento é feito com antecedência. A equipe pensa não apenas na próxima temporada, mas também em como as seguintes podem se encaixar, garantindo coerência e ritmo. O grande desafio da segunda temporada, segundo ele, foi justamente perceber que o material original “vai muito além de uma única temporada”.

Abby no centro do próximo capítulo

Se você esperava ver o desfecho completo quando a série voltar, é melhor ajustar as expectativas. Tudo indica que o retorno vai focar principalmente no ponto de vista de Abby — uma das personagens mais divisivas e centrais de Part II. Ou seja: em vez de uma conclusão, o público deve receber apenas outra camada da narrativa.

Isso ajuda a explicar por que o encerramento ainda parece distante. A série está adotando uma abordagem cuidadosa, quase cirúrgica, para apresentar cada perspectiva sem atropelar emoções ou motivações. Para fãs antigos dos jogos, isso faz sentido. Para quem acompanha apenas pela TV, pode soar como uma espera prolongada.

Um hiato que testa a paciência

Outro fator que pesa é o calendário. A previsão atual é que a série só volte em 2027. Até lá, a produção segue em ritmo próprio, tentando evitar atalhos criativos e mantendo o padrão de qualidade que transformou The Last of Us em um dos maiores sucessos recentes da HBO.

Esse intervalo reforça a impressão de que o canal prefere ir devagar a comprometer a adaptação. Não é apenas sobre quantidade de temporadas, mas sobre preservar a força dramática da história — mesmo que isso signifique manter o público esperando mais tempo entre um capítulo e outro.

Vale a pena se preocupar com o final agora?

Talvez não. Considerando a complexidade de The Last of Us Part II, não seria surpreendente ver a série se estender por quatro temporadas. Isso pode incomodar parte da audiência, especialmente quem prefere narrativas mais enxutas. Ainda assim, também é um sinal de respeito ao material original.

No fim das contas, a HBO parece confortável em deixar a porta aberta. Bloys não descartou mais temporadas, Mazin já pensa além da terceira, e o próprio formato da história praticamente exige esse fôlego extra.

Por enquanto, a melhor estratégia para os fãs é simples: menos ansiedade sobre quando tudo vai acabar — e mais atenção para quando a série vai voltar. O encerramento pode demorar. Abby ainda tem muito a dizer. E, ao que tudo indica, o mundo de The Last of Us ainda não está pronto para se despedir tão cedo.

 

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