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Quem lidera ranking dos melhores países para nascer? Brasil fica em 76º lugar

Nem todos os bebês têm as mesmas chances de começar a vida. Segundo um novo relatório do Unicef, divulgado nesta semana, 2,6 milhões de recém-nascidos morrem todos os anos antes de completar o primeiro mês de vida — um número que expõe desigualdades globais gritantes.
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O estudo analisou 184 países e revelou que o Japão é o lugar mais seguro do planeta para nascer: lá, apenas 1 em cada 1.111 bebês morre nesse período crítico. No outro extremo, o Paquistão aparece como o pior país, com uma taxa alarmante de 1 morte a cada 22 nascimentos.

Logo atrás do Japão, aparecem Islândia, Singapura, Finlândia e Eslovênia entre os dez primeiros colocados — nações conhecidas por seus sistemas de saúde eficientes e políticas públicas de apoio à maternidade e à infância.

Brasil ainda luta para reduzir a mortalidade neonatal

Quem lidera ranking dos melhores países para nascer? Brasil fica em 76º lugar
© Pexels

E o Brasil, onde entra nessa história? O país ficou na 76ª posição, com 1 morte a cada 128 bebês. Apesar de o índice ser melhor que o de muitas nações em desenvolvimento, ele ainda é pior que o da Argentina (64ª) e do Chile (60ª), nossos vizinhos sul-americanos.

Os dados foram coletados entre 1990 e 2016 e mostram que, embora o Brasil tenha avançado no combate à mortalidade infantil em geral, o ritmo da redução nas mortes neonatais (até 1 mês de idade) é mais lento.

Causas que ainda podem ser evitadas

De acordo com o Unicef, as principais causas dessas mortes são prematuridade, complicações no parto e infecções como sepse e pneumonia — doenças que poderiam ser prevenidas com acesso adequado a cuidados médicos e saneamento básico.

Henrietta H. Fore, diretora executiva do Unicef, resumiu o problema: “Reduzimos pela metade as mortes de crianças menores de 5 anos, mas falhamos com os bebês mais pobres do mundo. A maioria dessas mortes ainda é evitável.”

Uma realidade que exige ação urgente

Enquanto países ricos seguem ampliando a expectativa de vida desde o nascimento, milhões de recém-nascidos em regiões da África e da Ásia continuam em risco por falta de infraestrutura, profissionais de saúde e políticas públicas eficazes.

A boa notícia é que os avanços são possíveis — e o Brasil, embora ainda longe do topo, pode trilhar o mesmo caminho dos países que provaram que nascer com segurança não deveria ser um privilégio.

[Fonte: Revista Crescer]

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