O estudo analisou 184 países e revelou que o Japão é o lugar mais seguro do planeta para nascer: lá, apenas 1 em cada 1.111 bebês morre nesse período crítico. No outro extremo, o Paquistão aparece como o pior país, com uma taxa alarmante de 1 morte a cada 22 nascimentos.
Logo atrás do Japão, aparecem Islândia, Singapura, Finlândia e Eslovênia entre os dez primeiros colocados — nações conhecidas por seus sistemas de saúde eficientes e políticas públicas de apoio à maternidade e à infância.
Brasil ainda luta para reduzir a mortalidade neonatal

E o Brasil, onde entra nessa história? O país ficou na 76ª posição, com 1 morte a cada 128 bebês. Apesar de o índice ser melhor que o de muitas nações em desenvolvimento, ele ainda é pior que o da Argentina (64ª) e do Chile (60ª), nossos vizinhos sul-americanos.
Os dados foram coletados entre 1990 e 2016 e mostram que, embora o Brasil tenha avançado no combate à mortalidade infantil em geral, o ritmo da redução nas mortes neonatais (até 1 mês de idade) é mais lento.
Causas que ainda podem ser evitadas
De acordo com o Unicef, as principais causas dessas mortes são prematuridade, complicações no parto e infecções como sepse e pneumonia — doenças que poderiam ser prevenidas com acesso adequado a cuidados médicos e saneamento básico.
Henrietta H. Fore, diretora executiva do Unicef, resumiu o problema: “Reduzimos pela metade as mortes de crianças menores de 5 anos, mas falhamos com os bebês mais pobres do mundo. A maioria dessas mortes ainda é evitável.”
Uma realidade que exige ação urgente
Enquanto países ricos seguem ampliando a expectativa de vida desde o nascimento, milhões de recém-nascidos em regiões da África e da Ásia continuam em risco por falta de infraestrutura, profissionais de saúde e políticas públicas eficazes.
A boa notícia é que os avanços são possíveis — e o Brasil, embora ainda longe do topo, pode trilhar o mesmo caminho dos países que provaram que nascer com segurança não deveria ser um privilégio.
[Fonte: Revista Crescer]