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Rabicó: quem é o chefe do tráfico que virou alvo de megaoperação no RJ

Uma nova operação gigante no Complexo do Salgueiro voltou a colocar um nome conhecido — e temido — no centro do noticiário: Rabicó. Mas quem é o homem que mobiliza mais de mil agentes e dezenas de mandados em uma das regiões mais sensíveis do Rio?
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Tempo de leitura: 2 minutos

A figura central do Comando Vermelho

Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, tem 61 anos e é apontado pelos investigadores como um dos chefes do Comando Vermelho, a facção mais antiga do tráfico no estado. Foragido desde 2019, ele voltou ao radar público após a ofensiva deflagrada nesta quinta-feira (11), em São Gonçalo, que tenta frear a expansão territorial do grupo criminoso.

A operação reúne mais de mil agentes e busca cumprir 44 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão — um esforço que mostra a dimensão da influência atribuída ao traficante.

Um histórico longo e marcado por crimes graves

Rabicó responde a processos no Tribunal de Justiça do Rio por homicídios, tentativa de homicídio, tráfico, associação criminosa, organização criminosa e porte ilegal de armas. A lista robusta alimenta há anos o interesse das autoridades em capturá-lo.

Em 2008, ele chegou a ser preso em Mamanguape, na Paraíba, onde vivia com a família se passando por empresário. Condenado a mais de 27 anos, cumpriu pena em unidades de segurança máxima em Bangu, no Rio, e em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

A fuga e a influência mesmo atrás das grades

Em 2019, uma decisão do Supremo Tribunal Federal permitiu que Rabicó aguardasse em liberdade o resultado de um recurso. Ele saiu — e nunca mais voltou. Desde então, segue foragido.

Mas as investigações apontam que, mesmo preso, sua atuação não cessou. Em 2014, policiais encontraram mais de R$ 3 milhões escondidos em tonéis no meio da mata, entre a Mangueira e o Salgueiro. Também foram apreendidos 50 kg de cocaína e armas. Segundo os investigadores, tudo pertencia ao traficante.

Um alvo prioritário em um cenário tenso

A nova operação reforça o alerta sobre o avanço do Comando Vermelho em áreas estratégicas do Rio e tenta reduzir o controle territorial exercido pela facção. O nome de Rabicó aparece no centro desse movimento, consolidando sua posição como alvo prioritário das forças de segurança.

Enquanto o cerco se fecha, a pressão aumenta para que o foragido seja finalmente capturado — algo que pode redefinir a disputa criminal em uma das regiões mais instáveis do estado.

[Fonte: G1 – Globo]

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