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Ciência

SpaceX quer pegar a Starship no ar com “hashis gigantes” — e Elon Musk já tem data para tentar

Depois de meses de atrasos e falhas explosivas, a SpaceX voltou a acertar com a Starship: o 10º voo de teste do megafoguete foi um sucesso absoluto. Agora, Elon Musk já mira o próximo grande desafio: pegar o estágio superior da Starship no ar usando os braços robóticos da Mechazilla, apelidados de “hashis gigantes”.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Segundo Musk, a tentativa pode acontecer entre os voos 13 e 15, dependendo do desempenho da nova versão do foguete, a Starship V3, prevista para ficar pronta até o fim de 2025.

O que são os “hashis” da Mechazilla

A Mechazilla é uma torre de lançamento colossal construída na base da SpaceX, em Starbase, Texas. Equipada com dois braços robóticos gigantes, ela foi projetada para agarrar o foguete durante a descida, evitando que ele toque o solo.

Essa estratégia resolve um dos maiores problemas da Starship: tamanho e peso. Diferente do Falcon 9, que pousa suavemente em plataformas ou em terra firme, a Starship é muito maior e exigiria pernas de pouso enormes e infraestrutura complexa. Ao “pegar” o foguete no ar, a SpaceX reduz peso, economiza combustível e acelera a reutilização.

Por que isso importa para o futuro da Starship

O sistema Starship é composto por dois estágios principais:

Para que esse sistema seja 100% reutilizável, é essencial que ambos os estágios voltem inteiros. A SpaceX já conseguiu pegar o Super Heavy com a Mechazilla em três voos diferentes — os de número 5, 7 e 8 —, mas nunca tentou com a Starship.

O desafio de fazer isso em 2025

O primeiro teste de captura da Starship pode acontecer já no Voo 13, mas isso exige que os voos 11 e 12 sejam lançados nos próximos quatro meses — um cronograma apertado mesmo para os padrões da SpaceX.

Se houver atrasos, é provável que o primeiro “resgate” da Starship aconteça apenas em 2026. Ainda assim, o sucesso recente do Voo 10 trouxe otimismo para Musk e sua equipe.

No último teste, o megafoguete:

  • decolou no horário previsto,

  • realizou separação de estágios com sucesso,

  • pousou o Super Heavy sem precisar de captura

  • e, pela primeira vez, abriu as portas da baia de carga e liberou satélites no espaço.

O caminho até Marte continua longo

Apesar dos avanços, a SpaceX ainda enfrenta enormes desafios. Para que a Starship seja usada em missões tripuladas à Lua (pelo programa Artemis, da NASA) e viagens a Marte, o sistema precisa:

  • provar 100% de confiabilidade nos pousos e capturas;

  • aumentar a capacidade de carga e de autonomia de voo;

  • e aprimorar a proteção térmica para reentradas atmosféricas mais agressivas.

A Starship V3, que Musk espera testar ainda em 2025, deve trazer mais empuxo, mais capacidade de carga e novos sistemas de segurança, aproximando a SpaceX da reutilização rápida e barata.

O próximo capítulo da corrida espacial

Se a SpaceX conseguir pegar a Starship no ar usando os braços da Mechazilla, será um dos maiores avanços da história da exploração espacial. Essa manobra pode reduzir drasticamente custos de lançamento e tempo de preparação entre missões — elementos essenciais para a colonização de Marte.

Musk já deixou claro: para chegar ao Planeta Vermelho, a Starship precisa voar, pousar, ser capturada e relançada rapidamente. E a primeira tentativa pode estar mais próxima do que nunca.

 

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