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Ciência

O oceano que encolhe todo ano e pode desaparecer no futuro

Um estudo recente revelou que um dos maiores oceanos da Terra está diminuindo de tamanho cerca de 4 centímetros por ano — e, se o processo continuar, o mapa do planeta pode ser completamente redesenhado no futuro. Enquanto isso, outro oceano cresce cada vez mais, afastando continentes inteiros.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O que os cientistas descobriram

Pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, publicaram um estudo na revista Nature mostrando que o oceano Pacífico, o maior do planeta, está encolhendo gradualmente, enquanto o oceano Atlântico segue em expansão.

Segundo o estudo, esse fenômeno altera o que se sabia até agora sobre o movimento das placas tectônicas. As descobertas indicam que os continentes americanos estão se afastando cada vez mais dos continentes africano e europeu, um processo que vai continuar por milhões de anos.

A origem do fenômeno: Pangeia, Panthalassa e placas tectônicas

Para entender esse processo, precisamos voltar cerca de 200 milhões de anos, quando existia o supercontinente Pangeia. Ele era cercado por um imenso oceano chamado Panthalassa, que, com o tempo, diminuiu de tamanho até dar origem ao atual oceano Pacífico.

No fundo do manto marinho, três placas tectônicas antigas — Farallón, Izanagi e Fênix — formaram uma espécie de “fratura tripla” que influenciou diretamente o desenho atual dos oceanos. Hoje, restam apenas vestígios da placa Fênix, localizada entre a América do Sul e a Antártica.

Com base nessa dinâmica, os cientistas estimam que o Pacífico pode perder espaço para o Atlântico, que avança em um ritmo acelerado.

O Atlântico está “engolindo” espaço no planeta

Oceano
© iStock

Enquanto o Pacífico diminui, o Atlântico cresce aproximadamente 4 centímetros por ano. Isso acontece por causa da Dorsal Mesoatlântica, uma cadeia montanhosa submarina que se estende de norte a sul e funciona como um “rasgo” no fundo do oceano.

Essa dorsal marca o limite entre duas placas litosféricas que se movem em direções opostas. As partes mais densas das placas se afundam, puxando o restante como se fosse um “pano de mesa” sendo puxado. Nos espaços deixados, o magma sobe, solidifica e cria novas áreas oceânicas. É um processo lento, mas contínuo, que aumenta a distância entre a Europa e a América Latina a cada ano.

A tecnologia por trás da descoberta

Para chegar a essas conclusões, os cientistas instalaram 39 sismômetros no fundo do oceano e descobriram que o fenômeno ocorre a 600 km de profundidade — dez vezes mais do que se acreditava antes.

De acordo com a autora principal do estudo, Kate Rychert, os resultados foram surpreendentes:

“Foi um achado completamente inesperado, com implicações enormes para nossa compreensão sobre a evolução e a habitabilidade do planeta.”

Além de revelar os mecanismos por trás da separação dos continentes, a pesquisa ajuda a entender melhor como essas mudanças podem influenciar o clima global e até o futuro da vida na Terra.

O que esperar para o futuro do planeta

Planeta Terra
© Freepik

Não há motivo para pânico imediato: as transformações acontecem ao longo de milhões de anos. Porém, os cientistas acreditam que, no futuro, o oceano Atlântico pode dominar o planeta, enquanto o Pacífico perde espaço até deixar de existir como conhecemos hoje.

Essas mudanças reforçam que a Terra está em constante movimento e que a superfície do planeta — incluindo oceanos e continentes — pode ser muito diferente para as próximas gerações.


O oceano Pacífico encolhe cerca de 4 cm por ano, enquanto o Atlântico continua crescendo. A descoberta, feita por cientistas britânicos, pode mudar a forma do planeta nos próximos milhões de anos e ajuda a entender melhor a evolução da tectônica de placas e do clima global.

 

[ Fonte: El Cronista ]

 

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