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‘Stranger Things’ impulsiona viagens para cenários reais da série nos EUA

Com a chegada da última temporada, fãs de “Stranger Things” transformaram locações da série em destinos turísticos disputados. Geórgia, Califórnia e Indiana registram forte aumento no interesse de brasileiros, refletindo a tendência global do set-jetting. Ruas, escolas, parques e até hotéis temáticos agora fazem parte do roteiro de quem deseja viver a experiência de Hawkins.
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Tempo de leitura: 3 minutos

 O fenômeno “Stranger Things”, uma das séries mais populares da Netflix, ultrapassou as telas e começou a movimentar o turismo nos Estados Unidos. Após a estreia da primeira leva de episódios da quinta temporada — recorde de audiência global — cresceu a busca por lugares que serviram de cenário para a história. De pequenas cidades na Geórgia ao deserto recriado no Novo México, fãs brasileiros estão planejando viagens temáticas. Conheça os principais destinos.

Geórgia: o coração de Hawkins

Stranger Thing (2)
© Netflix

Grande parte da atmosfera clássica da série foi construída na Geórgia, onde se concentra o maior número de locações. A cidade de Jackson, com cerca de 5,5 mil habitantes, deu vida ao centro de Hawkins e viu as buscas de brasileiros aumentarem mais de 70%, segundo a Hoteis.com. Atlanta, a capital, registrou crescimento ainda maior — cerca de 80%.

Diversos pontos da Geórgia se tornaram paradas obrigatórias para os fãs. O cinema Hawk Theater, por exemplo, foi gravado no Bradley’s Olde Tavern, em Jackson. A escola Hawkins Elementary é, na vida real, o Tucker Recreation Center, em Tucker. Já o Hospital de Hawkins corresponde ao Madison Hospital, em Madison.
Outros cenários marcantes incluem o campus Briarcliff da Universidade de Emory, em Atlanta, que serviu como Hawkins National Lab; o restaurante Dominick’s, em Norcross, que virou o italiano Enzo’s; o Stone Mountain Park, onde se localiza o Castle Byers; e a Claremont House, em Rome, que se transformou na icônica Creel House.

Ao longo de uma década de gravações, a Netflix estima que a produção gerou US$ 650 milhões para o PIB da Geórgia e mobilizou mais de dois mil fornecedores locais — um impacto econômico digno de blockbuster.

Califórnia… mas não exatamente

A quarta temporada introduziu a fictícia Lenora Hills, cidade californiana onde Eleven passa a viver com os Byers. Com isso, destinos como San Diego tiveram aumento de interesse de cerca de 25% entre viajantes brasileiros.
Mas há um detalhe curioso: quase nenhuma dessas cenas foi filmada na Califórnia. A produção escolheu Albuquerque, no Novo México, por sua paisagem semelhante ao sul californiano e ao deserto de Nevada, segundo o designer de produção Chris Trujillo.

Entre os cenários reais usados em Albuquerque estão a Eldorado High School, que virou a Lenora Hills High School, e a pista de patinação Skater-O-Mania (originalmente Roller King), que se tornou o colorido Rink-O-Mania — ponto alto da temporada para muitos fãs.

Indiana: a origem da mitologia de Hawkins

Embora Hawkins seja uma cidade fictícia, ela está situada no estado de Indiana na narrativa da série. E isso bastou para despertar enorme interesse turístico. A Hoteis.com registrou um aumento de 260% nas buscas por viagens ao estado, além de cerca de 65% de crescimento na procura pela cidade de Bloomington.

Na ficção, Bloomington é o lugar onde viviam Terry e Becky Ives, mãe e tia de Eleven. Na vida real, é lá que fica o Graduate by Hilton Bloomington, hotel que criou uma suíte temática inspirada na casa de Joyce Byers — com direito a papel de parede floral, luzes de Natal e o famoso sofá-cama.

Set-jetting: a tendência que domina o turismo

Algo sombrio está prestes a explodir no mundo de Stranger Things
© https://x.com/DiscussingFilm

O movimento impulsionado por “Stranger Things” faz parte do set-jetting, tendência em que turistas escolhem destinos vistos em filmes e séries. E esse comportamento só tende a crescer. Segundo o relatório Unpack ’26, elaborado por Expedia, Hoteis.com e Vrbo, esse tipo de turismo deve movimentar US$ 8 bilhões nos EUA em 2026.

A pesquisa também aponta que 53% dos viajantes globais que planejam viagens para os próximos anos têm em mente lugares vistos na tela. Entre jovens da geração Z e millenials, o número dispara para 81% — mostrando que o impacto cultural de séries como “Stranger Things” vai muito além do entretenimento.

Seja por nostalgia dos anos 1980, pelos cenários icônicos ou pela curiosidade de entrar na atmosfera de Hawkins, uma coisa é certa: o Mundo Invertido já deixou sua marca no mapa turístico americano.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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