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Ciência

Tesouro de 1.400 anos com moedas de ouro é achado em Israel

Arqueólogos encontraram quase 100 moedas de ouro e joias raras na antiga cidade de Hipos, perto do Mar da Galileia. O tesouro, datado entre os séculos 6 e 7, pode ter sido escondido durante invasões bizantinas. A descoberta ajuda a reconstituir a história política e econômica da região.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Imagine cavar ruínas antigas e se deparar com moedas de ouro brilhando sob a luz do sol. Foi exatamente isso que aconteceu em Hipos, cidade bizantina a leste do Mar da Galileia. Arqueólogos israelenses anunciaram a descoberta de um tesouro de 1.400 anos, contendo quase 100 moedas e joias delicadas. O achado lança nova luz sobre as guerras, conquistas e riquezas que moldaram a região no início da Idade Média.

Moedas que atravessaram impérios

O conjunto inclui 97 moedas de ouro puro, datadas do reinado do imperador Justino I (518–527 d.C.) até o início do governo de Heráclio (610–613 d.C.). Entre elas estão diferentes valores: solidi (moeda inteira), semisses (meio solidus) e tremisses (um terço de solidus).

Uma peça se destacou: um tremissis cunhado em Chipre em 610 d.C., durante a revolta de Heráclio contra o imperador Focas. Considerada extremamente rara, essa moeda marca o início da dinastia heracliana, que governou o Império Bizantino por quase um século.

Ouro e joias escondidos do inimigo

Além das moedas, o tesouro inclui brincos com pérolas, pedras semipreciosas e fragmentos de vidro. Para os especialistas, a combinação sugere que o acervo pertencia a um ourives ou a uma família rica — não a uma instituição religiosa.

Na época, moradores de cidades cristãs como Hipos escondiam suas riquezas diante do avanço de exércitos inimigos. A cidade enfrentou invasões sassânidas no início do século 7, voltou ao domínio bizantino e, pouco depois, caiu com a expansão muçulmana em 636.

Um retrato do declínio de Hipos

Mesmo após resistir a guerras, Hipos sofreu seu golpe final em 749 d.C., quando um terremoto devastador levou ao abandono da cidade. Encontrar esse tesouro intacto entre muros de basalto oferece aos arqueólogos pistas valiosas sobre a vida e as tensões políticas da época.

Como destacou o arqueólogo Michael Eisenberg, da Universidade de Haifa:

“Este é um tesouro puramente bizantino, que acrescenta uma camada importante à nossa compreensão da história política e econômica da região.”

O próximo passo da descoberta

Agora, os pesquisadores vão analisar em detalhes as inscrições das moedas e documentar cada peça de joalheria. Ainda não há previsão de exposição em museus, mas especialistas garantem que os itens estão em estado de conservação impressionante.

Encontrar moedas e joias de quase 1.400 anos, ainda reluzentes, é mais do que arqueologia: é uma viagem direta ao coração do Império Bizantino. A descoberta em Hipos revela não só riqueza material, mas também histórias de resistência, medo e poder que moldaram o Oriente Médio antigo.

[Fonte: R7]

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