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Trump declara o fim da guerra entre Israel e Hamas e diz que “todos estão dançando nas ruas”

Durante sua viagem ao Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o conflito entre Israel e Hamas chegou ao fim e previu que o cessar-fogo em Gaza será mantido. A declaração surpreendeu após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sugerir que as operações militares ainda não haviam terminado.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A bordo do Air Force One, Donald Trump fez uma de suas afirmações mais contundentes desde que voltou à Casa Branca. O presidente americano disse neste domingo (12) que “a guerra entre Israel e Hamas terminou”, poucas horas antes de aterrissar em Tel Aviv para uma visita que pode redefinir o rumo político da região.

Trump proclama o fim da guerra

“A guerra acabou. A guerra acabou, entenderam?”, repetiu Trump aos jornalistas que o acompanhavam no avião presidencial, logo após decolar de Washington rumo ao Oriente Médio.

A declaração veio em resposta a um comentário do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que havia indicado que as operações de Israel na Faixa de Gaza “ainda não estavam totalmente concluídas”.

Mesmo assim, Trump insistiu que o cessar-fogo se manterá e que “as pessoas estão cansadas da guerra”. O republicano viajará nesta segunda-feira a Jerusalém para se encontrar com as famílias dos reféns e discursar no parlamento israelense (Knesset).

“Todos estão felizes”, diz Trump

Durante uma longa coletiva de imprensa a bordo do Air Force One, o presidente americano descreveu um cenário de celebração nos países afetados pelo conflito.

“Todos estão felizes — judeus, muçulmanos e países árabes. Todos estão dançando nas ruas”, afirmou Trump, em seu tom característico. “É um momento que talvez não volte a se repetir.”

O acordo que motivou a declaração inclui a libertação de reféns, a retirada parcial das tropas israelenses de Gaza e a abertura de corredores humanitários para alimentos e medicamentos. A medida representa uma trégua temporária após dois anos de violência que devastaram a região.

Rumo ao Egito e ao processo de paz

Após sua passagem por Israel, Trump seguirá para o Egito, onde deve se reunir com o presidente Abdel Fattah al-Sisi. Os dois liderarão uma cúpula internacional sobre o processo de paz em Gaza, com a presença de representantes de mais de 20 países.

O objetivo do encontro é consolidar o cessar-fogo e iniciar uma nova fase de negociações diplomáticas. Fontes próximas à Casa Branca afirmam que o governo americano pretende impulsionar um acordo político regional que envolva também a Arábia Saudita e o Catar.

Um conflito de feridas profundas

A ofensiva israelense começou em resposta ao ataque lançado pelo grupo islâmico Hamas em 7 de outubro de 2023, considerado terrorista por Estados Unidos e União Europeia.

O ataque matou 1.219 pessoas em Israel, a maioria civis, segundo dados compilados pela agência AFP com base em fontes oficiais israelenses.

Desde então, a resposta militar israelense deixou mais de 64.700 palestinos mortos, também majoritariamente civis, de acordo com o Ministério da Saúde do governo de Hamas — números que as Nações Unidas consideram plausíveis.

Ainda que Trump proclame o fim da guerra, especialistas em política do Oriente Médio alertam que a situação permanece extremamente frágil, e que as feridas deixadas por dois anos de conflito dificilmente serão curadas apenas com um anúncio político.

 

[ Fonte: DW ]

 

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