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Trump quis levar a China à mesa do desarmamento nuclear: Pequim respondeu que seu plano era ‘irracional e pouco realista’

Donald Trump tentou levar a China para a mesa de negociações sobre desarmamento nuclear ao lado de Estados Unidos e Rússia. A resposta de Pequim foi dura: classificou o plano como “irracional e pouco realista”, defendendo que seu arsenal não é comparável e que sua doutrina permanece estritamente defensiva.
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Tempo de leitura: 2 minutos

As tensões entre Washington, Moscou e Pequim voltaram a colocar o desarmamento nuclear no centro da geopolítica mundial. Determinado a ampliar os acordos de controle de armas, Donald Trump tentou incluir a China em negociações trilaterais. No entanto, o governo chinês rejeitou a proposta com firmeza, abrindo uma nova frente de debate sobre os rumos da segurança internacional.

A proposta de Trump e o objetivo estratégico

A ideia de Trump era clara: se Estados Unidos e Rússia, herdeiros da lógica da Guerra Fria, estavam obrigados a limitar seus arsenais nucleares, então a China deveria também se comprometer. O plano buscava relançar negociações em formato trilateral, estabelecendo um freio à proliferação de armas atômicas no século XXI.

Contudo, a proposta surgiu em um contexto assimétrico. Apesar de estar expandindo seu poderio militar, a China ainda não possui um arsenal comparável aos de Washington e Moscou, que acumulam milhares de ogivas nucleares. Para Pequim, entrar em negociações sob esses termos seria admitir um peso estratégico que os números não confirmam.

A negativa contundente de Pequim

A resposta chinesa foi imediata e sem ambiguidades. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou que o plano era “irracional e pouco realista”. Ressaltou que o arsenal nuclear da China é reduzido em comparação com as superpotências e que o país não tem obrigação de assumir compromissos no mesmo nível.

Além disso, Pequim reiterou sua doutrina de “não ser o primeiro a usar” armas nucleares, reforçando que sua estratégia continua estritamente defensiva e dissuasória. Para as autoridades chinesas, sentar-se à mesa de negociações ao lado de potências com arsenais muito maiores não faria sentido estratégico nem diplomático.

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© Unsplash – Stephen Cobb

A fragilidade da arquitetura de controle de armas

O impasse revela um problema maior: os acordos de desarmamento herdados da Guerra Fria estão em crise. Tratados como o INF e o New START perderam força, enquanto novos atores nucleares, como Índia, Paquistão e Coreia do Norte, alteram o equilíbrio global. Nesse contexto, uma solução trilateral parece insuficiente.

Trump buscava protagonismo diplomático ao tentar incluir Pequim, mas a recusa mostra que a China prefere manter suas decisões soberanas, fora de um modelo que considera ultrapassado. O gesto chinês também evidencia que a ordem internacional do desarmamento está cada vez mais fragmentada.

O futuro incerto do desarmamento nuclear

Embora Pequim não esteja completamente fechada a discussões globais, a mensagem é clara: não aceitará comparações ou imposições que não reflitam a realidade de seu arsenal. Para a China, a equidade nas negociações deve considerar não apenas números, mas também princípios estratégicos.

A tentativa de Trump, rejeitada de forma categórica, funciona como lembrete de que sem consenso real entre as potências, o risco nuclear permanece. O desafio agora é encontrar novas fórmulas que contemplem diferentes atores e evitem que a instabilidade internacional seja agravada por falhas no diálogo sobre armas atômicas.

Fonte: Gizmodo ES

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