O destino do TikTok nos Estados Unidos segue incerto, mas as movimentações políticas e empresariais estão cada vez mais aceleradas. Desde a aprovação de uma lei para restringir as operações da plataforma no país, o governo tem trabalhado em alternativas para transferir seu controle a investidores norte-americanos. Agora, declarações recentes de Donald Trump adicionam novos nomes de peso ao tabuleiro de negociações.
Os nomes revelados por Trump
Em entrevista à Fox News, o presidente Donald Trump citou Rupert Murdoch, de 94 anos, seu filho Lachlan — atual diretor da Fox News e da News Corp — e Michael Dell, fundador da Dell Technologies, como possíveis integrantes do grupo que poderá assumir o futuro do TikTok nos Estados Unidos.
Trump descreveu todos como “grandes pessoas, patriotas e amantes do país”, afirmando que eles fariam um “excelente trabalho” na condução da plataforma. A revelação marca mais um passo em um processo que já passou por prorrogações de prazos e mudanças estratégicas.
O papel da Oracle na segurança
Outro nome já confirmado é o de Larry Ellison, fundador da Oracle, cuja presença nas negociações havia sido antecipada. De acordo com a Casa Branca, a Oracle será responsável pela gestão dos dados e pela segurança da aplicação, um dos pontos mais sensíveis no debate.
Além disso, seis dos sete assentos do conselho diretor da nova estrutura do TikTok deverão ser ocupados por cidadãos norte-americanos, garantindo assim maior controle político e operacional dentro dos EUA.
Trump revelou ainda que discutiu o futuro da plataforma diretamente com o presidente da China, Xi Jinping, em uma longa ligação. O prazo atual para a definição do acordo expira em 16 de dezembro, após a última extensão concedida pelo governo federal.
A tensão por trás das negociações
A plataforma pertence à chinesa ByteDance, e Washington teme que o algoritmo que determina os conteúdos exibidos aos usuários seja manipulado por Pequim. Para as autoridades americanas, essa possibilidade representaria uma ameaça à soberania digital e à segurança nacional.
O próprio Trump admitiu ter uma relação ambígua com a rede social. Ele reconheceu que, apesar de suas reservas, o TikTok o ajudou a se aproximar dos eleitores mais jovens. O presidente lembrou ainda que o ativista conservador Charlie Kirk — recentemente assassinado — foi um dos que o incentivaram a se engajar na plataforma.
Um pano de fundo de conflitos pessoais
O contexto das negociações é ainda mais complexo por causa das tensões entre Trump e Murdoch. Em julho, o presidente moveu um processo contra Rupert Murdoch e contra o jornal The Wall Street Journal, após a publicação de uma investigação que o relacionava a Jeffrey Epstein.
Essa disputa judicial adiciona uma camada de incerteza às alianças que agora se formam em torno do TikTok, tornando o cenário político e empresarial ainda mais imprevisível.
Fonte: Gizmodo ES