Até agora, esses grupos de idade estavam dispensados da etapa presencial. Com a nova regra, todos os solicitantes nessas faixas etárias precisarão agendar e comparecer a uma entrevista no consulado. A medida vale para cidadãos de todos os países que precisam de visto para entrar nos EUA, incluindo os brasileiros.
A alteração havia sido anunciada em julho pelo Departamento de Estado e estava prevista para setembro, mas foi adiada. Agora, a exigência começa oficialmente em outubro.
Quais são as exceções mantidas
Mesmo com a mudança, algumas categorias continuam dispensadas da entrevista. Entre elas:
- quem for renovar visto de turismo ou negócios (B-1, B-2 ou B-1/B-2) ainda válido ou expirado há menos de 12 meses, desde que tenha recebido o visto anterior com pelo menos 18 anos;
- solicitantes de vistos diplomáticos ou oficiais;
- candidatos a vistos usados por organismos internacionais e militares, como A-1, A-2, G-1 a G-4 e NATO;
- renovação de visto H-2A (trabalhadores agrícolas temporários) válido ou expirado há menos de 12 meses, também emitido após os 18 anos.
Vale lembrar que, para a dispensa valer, é preciso solicitar o visto no país de nacionalidade ou residência, não ter histórico de recusa (salvo em casos superados) e não apresentar nenhuma inelegibilidade. Ainda assim, o consulado pode convocar entrevista caso considere necessário.
Possível aumento no valor do visto americano
Além da entrevista, outro ponto de alerta é o preço. O governo dos EUA aprovou em julho uma taxa adicional de US$ 250 (cerca de R$ 1.390) para a emissão do visto americano. Chamado de Visa Integrity Fee, o valor faria a taxa total saltar de US$ 185 (R$ 1.028) para US$ 435 (R$ 2.419).
A cobrança faz parte de um pacote sancionado pelo presidente Donald Trump e, em alguns casos, pode ser reembolsada. No entanto, ainda não há data definida para a implementação da nova tarifa.
A combinação de novas regras de entrevista e possível aumento de valor reforça a importância de quem pretende solicitar o visto americano se planejar com antecedência. Com o crescimento da demanda e as mudanças recentes, entender como funcionam os processos pode ser a diferença entre uma viagem tranquila ou muita dor de cabeça no consulado.
[Fonte: G1 – Globo]