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A carne pouco conhecida que custa menos, tem mais proteína e começa a conquistar espaço nos açougues

Mais barata que opções tradicionais e com um perfil nutricional que chama atenção dos especialistas, essa carne começa a aparecer em novos mercados e desperta a curiosidade dos consumidores.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Durante décadas, ela esteve presente apenas em algumas regiões específicas e raramente aparecia nas vitrines dos açougues das grandes cidades. Mas isso está começando a mudar. Impulsionada pelo preço mais acessível e por características nutricionais que despertam o interesse de consumidores e pesquisadores, uma carne pouco popular no Brasil e em outros países da América do Sul começa a ganhar espaço. E quem experimenta costuma se surpreender com o sabor.

A aposta de produtores para desafiar a carne bovina

A carne pouco conhecida que custa menos, tem mais proteína e começa a conquistar espaço nos açougues
© Pexels

O que parecia uma curiosidade regional está se transformando em uma oportunidade de mercado. Nos últimos meses, produtores passaram a ampliar a distribuição da carne de búfalo, apostando em cortes embalados a vácuo e em novos canais de venda.

A estratégia busca levar o produto para supermercados, açougues especializados e plataformas de comércio eletrônico. O objetivo é simples: tornar a carne mais conhecida e ampliar seu consumo entre consumidores acostumados a escolher apenas opções bovinas.

Um dos fatores que mais chamam atenção é o preço. Em muitos casos, os cortes de búfalo podem custar cerca de 15% menos que os equivalentes bovinos. A diferença está ligada aos custos de produção mais baixos.

Os búfalos exigem menos intervenções veterinárias, conseguem se alimentar de pastagens mais simples e se adaptam facilmente a áreas úmidas e alagadas, onde o gado tradicional encontra maiores dificuldades. Além disso, apresentam uma conversão alimentar eficiente, transformando a alimentação consumida em ganho de peso de forma mais econômica.

Essas características ajudam a reduzir os custos de criação e tornam o produto mais competitivo em um cenário de preços elevados para diversas proteínas animais.

O que torna essa carne tão interessante para a nutrição

A carne pouco conhecida que custa menos, tem mais proteína e começa a conquistar espaço nos açougues
© Pexels

Além do valor mais acessível, a carne de búfalo vem despertando interesse por causa de sua composição nutricional.

Pesquisas realizadas por especialistas apontam que ela possui baixo teor de gordura e uma quantidade elevada de proteínas de alta qualidade. Como apresenta menos gordura por quilo de carne, a concentração proteica acaba sendo superior à encontrada em muitos cortes bovinos.

Os números chamam atenção. Em 100 gramas de carne magra de búfalo, é possível encontrar aproximadamente 26,8 gramas de proteína, quantidade superior à presente em cortes equivalentes de carne bovina.

Outro destaque está no teor de ferro. Estudos indicam que a carne de búfalo pode conter cerca de 50% mais ferro do que a carne de vaca, característica especialmente relevante para pessoas que precisam reforçar a ingestão desse mineral.

Além disso, o alimento apresenta menos calorias, menor quantidade de gordura saturada e níveis interessantes de nutrientes como vitamina B12, fósforo e potássio.

Essas características fazem com que muitos especialistas considerem a carne de búfalo uma alternativa interessante para quem busca refeições mais magras sem abrir mão da ingestão adequada de proteínas.

Afinal, o sabor é muito diferente?

Essa é uma das perguntas mais comuns entre quem nunca experimentou o produto.

A resposta costuma surpreender. A carne de búfalo possui sabor bastante semelhante ao da carne bovina. Visualmente, também apresenta aparência parecida, mantendo a coloração avermelhada típica das carnes vermelhas.

A principal diferença está na quantidade reduzida de gordura entre as fibras musculares. Isso faz com que a carne tenha uma textura um pouco mais firme e menos marmorizada do que alguns cortes bovinos mais gordurosos.

Para muitos consumidores, essa característica é praticamente imperceptível em preparações do dia a dia. Em pratos como ensopados, empanadas, molhos, carnes desfiadas e cozidos, as diferenças são mínimas.

Na grelha ou na churrasqueira, porém, alguns cuidados ajudam a preservar a maciez e a suculência do alimento.

Como preparar a carne para obter os melhores resultados

Por ser mais magra, a carne de búfalo exige atenção especial durante o preparo. Cozimentos excessivamente longos ou temperaturas muito altas podem provocar ressecamento.

Especialistas recomendam utilizar fogo moderado e evitar ultrapassar o ponto ideal da carne. Em bifes e cortes para churrasco, a preferência costuma ser pelo ponto suculento ou ao ponto, preservando a umidade natural da peça.

Em receitas de cozimento lento, como ensopados, guisados e panelas de longa duração, o desempenho é excelente. A carne absorve bem os temperos e mantém uma textura agradável mesmo após horas de preparo.

Outra dica importante é deixar a peça descansar por alguns minutos após sair do fogo. Esse período permite que os sucos internos se redistribuam, garantindo uma carne mais macia e saborosa.

Com preço competitivo, alto teor de proteína e características nutricionais cada vez mais valorizadas pelos consumidores, a carne de búfalo pode deixar de ser uma curiosidade regional para se tornar uma presença mais frequente na mesa de quem busca novas alternativas alimentares.

[Fonte: TN]

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