Quando a bola rolar na Copa do Mundo de 2026, os holofotes estarão voltados para os craques, os gols e as grandes seleções. Mas existe uma competição silenciosa que começou muito antes do apito inicial. Por trás do maior Mundial da história, uma complexa rede de obras, reformas e projetos de engenharia está preparando cidades inteiras para receber milhões de visitantes. E parte dessa transformação tem a assinatura de uma empresa que poucos torcedores imaginam.
A Copa de 2026 será muito maior do que qualquer edição anterior
A próxima Copa do Mundo promete entrar para a história por diversos motivos. Pela primeira vez, o torneio contará com 48 seleções participantes, será realizado em três países simultaneamente e terá um total de 104 partidas disputadas.
Esse aumento de escala exige muito mais do que estádios preparados para receber jogos. É necessário criar uma estrutura capaz de suportar deslocamentos em massa, transmissões globais, operações de segurança, centros de imprensa, áreas de hospitalidade e uma enorme logística de transporte.
Por trás dessa engrenagem existe uma corrida que raramente aparece nas transmissões esportivas: a da infraestrutura.
Os modernos estádios deixaram de ser apenas locais para assistir futebol. Hoje, funcionam como verdadeiras cidades temporárias, equipadas com tecnologia avançada, sistemas de comunicação, controle de acesso e estruturas capazes de receber dezenas de milhares de pessoas simultaneamente.
Nesse cenário, uma das empresas que mais deixou sua marca nas futuras sedes do torneio foi a Turner Construction, subsidiária americana do Grupo ACS. A companhia participou da construção ou modernização de cinco importantes arenas que receberão partidas da Copa do Mundo nos Estados Unidos.
Cinco arenas que ajudam a moldar o espetáculo
Entre os estádios mais emblemáticos está o SoFi Stadium, localizado na Califórnia. Considerado um dos complexos esportivos mais modernos do planeta, ele impressiona pelo gigantesco telão suspenso, pela cobertura translúcida e pela integração com uma área de entretenimento ao redor.
Outro destaque é o Levi’s Stadium, situado no coração do Vale do Silício. Conhecido pela forte aposta em sustentabilidade e eficiência energética, tornou-se referência em construção esportiva moderna nos Estados Unidos.
Já o Lincoln Financial Field, na Filadélfia, mostra uma tendência cada vez mais comum: a renovação de estruturas existentes. Em vez de construir do zero, projetos de modernização vêm permitindo que arenas tradicionais atendam às exigências dos grandes eventos internacionais.
Em Seattle, o Lumen Field é famoso por criar uma das atmosferas mais intensas do esporte norte-americano. Seu projeto foi desenvolvido para potencializar o som das arquibancadas, tornando o ambiente especialmente hostil para equipes visitantes.
Completa a lista o histórico Arrowhead Stadium, em Kansas City. A arena passou por uma ampla atualização para atender aos padrões exigidos pela FIFA, incluindo melhorias na iluminação, nos vestiários e na configuração dos assentos.
O Mundial também depende do que acontece longe dos gramados
A infraestrutura da Copa não termina nos estádios. Para que o evento funcione, é necessário contar com centros de treinamento, áreas de operação, instalações para a imprensa internacional e espaços dedicados às transmissões globais.
Alguns desses projetos também tiveram participação da Turner Construction. Entre eles estão instalações de treinamento e a expansão de um grande centro de convenções que servirá como base para operações de mídia durante o torneio.
Essa realidade mostra como os megaeventos modernos dependem de uma rede integrada de estruturas que trabalham juntas para garantir que tudo funcione perfeitamente.
O legado começa antes mesmo do primeiro jogo
A importância dessas obras vai muito além da Copa do Mundo. Os estádios modernos são projetados para continuar gerando impacto econômico por décadas, recebendo shows, eventos corporativos, partidas esportivas e atividades culturais.
Quando o torneio terminar, o verdadeiro legado será medido pela capacidade dessas estruturas de continuar impulsionando desenvolvimento urbano, turismo e geração de empregos.
Por isso, construir pensando apenas em algumas semanas de competição já não faz sentido. O desafio atual é criar espaços versáteis, sustentáveis e preparados para múltiplos usos.
Enquanto milhões de torcedores acompanham os jogos pela televisão, poucos perceberão o trabalho que aconteceu nos bastidores. Mas a realidade é simples: antes de existir uma Copa do Mundo dentro de campo, ela precisa ser construída fora dele.
E no maior Mundial da história, essa disputa silenciosa pela infraestrutura já começou há muito tempo.