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A última tentativa: o que aconteceu com o voo que caiu na Coreia do Sul?

O que começou como um voo de rotina terminou em uma das maiores tragédias aéreas da história recente da Coreia do Sul. Um impacto com aves, falhas técnicas e decisões críticas em segundos selaram o destino de 179 pessoas. Agora, novos dados ajudam a entender o que realmente aconteceu naquele fatídico 29 de dezembro.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Um acidente devastador chocou a Coreia do Sul no final de 2024, quando o voo 7C2216 da companhia Jeju Air caiu durante uma tentativa de pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Muan. Com 179 mortos, é considerado o pior desastre aéreo do país em décadas. A seguir, entenda como foi a sequência de eventos que levou à tragédia — e por que o risco ainda preocupa especialistas.

Tentativa de pouso vira pesadelo

Na manhã de 29 de dezembro, o Boeing 737-800 iniciava o pouso autorizado na pista 01 de Muan. Mas, às 8h58, um alerta de “atividade de aves” foi registrado. Os pilotos relataram uma revoada abaixo da aeronave e, em seguida, decidiram abortar o pouso.

Enquanto realizavam a manobra de volta (conhecida como go-around), o avião foi atingido por aves. O motor direito começou a soltar fumaça preta e chamas, enquanto ambos os motores vibravam de forma anormal.

Queda de energia e pedido de socorro

Poucos segundos depois, às 8h58min45s, os pilotos desligaram o motor esquerdo, conforme o protocolo de emergência. Cinco segundos mais tarde, os gravadores de dados e de voz pararam de funcionar, possivelmente por uma falha elétrica grave ou dano estrutural.

A aeronave estava a cerca de 150 metros do solo, voando a 290 km/h, quando o piloto enviou um chamado de emergência: “Mayday”. Ele informou o impacto com aves e solicitou pouso pela pista 19, oposta à anterior.

Impacto sem trem de pouso

Às 9h02, o avião tocou o solo sem conseguir acionar o trem de pouso. A fuselagem bateu diretamente na pista, a 1.200 metros do início. Trinta segundos depois, o avião ultrapassou o final da pista e colidiu contra um talude.

A torre ativou o alarme de emergência e os bombeiros chegaram em menos de um minuto. Mesmo com a resposta rápida, o cenário era crítico: a primeira vítima foi retirada com vida apenas às 9h23.

Dúvidas ainda não esclarecidas

A investigação oficial confirmou que o impacto com aves foi o gatilho da tragédia, mas muitas perguntas continuam sem resposta. Por que os dois motores falharam? O sistema elétrico poderia ter resistido? A perda dos gravadores de voo compromete a análise completa do acidente.

Como resposta, autoridades sul-coreanas reforçaram a vigilância de aves próximas a aeroportos. Mas o caso segue como alerta para a vulnerabilidade de voos em situações extremas.

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