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Abbas pede que Hamas entregue as armas e não participe do futuro governo de Gaza

Em discurso na ONU, presidente da Autoridade Palestina defendeu um Estado palestino unificado, sob uma única lei e forças de segurança legítimas. Ele também anunciou planos de eleições após o fim da guerra e pediu mais reconhecimento internacional à Palestina.
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O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou nesta segunda-feira (22) que o Hamas não deve ter “nenhum papel” no futuro governo de Gaza e apelou para que o grupo militante entregue suas armas.

“O Hamas e outras facções devem entregar suas armas à Autoridade Palestina”, disse Abbas em um discurso por videoconferência durante uma cúpula da ONU dedicada à solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino.

A declaração ocorre no mesmo dia em que a França anunciou oficialmente o reconhecimento do Estado Palestino, gesto elogiado pelo líder palestino.

Estado unificado e eleições futuras

Abbas destacou que seu objetivo é construir um Estado palestino “unificado, sem armas, com uma lei e uma força de segurança legítima”. Ele afirmou ainda que pretende convocar eleições presidenciais e parlamentares assim que a guerra em Gaza terminar.

Segundo o presidente, será elaborada uma constituição provisória em até três meses, garantindo a transição institucional da Autoridade Palestina para o Estado reconhecido.

Pedido por apoio internacional

No mesmo discurso, Abbas pediu que mais países reconheçam formalmente a Palestina como Estado soberano.
“Elogiamos as posições dos países que já reconheceram o Estado da Palestina e apelamos àqueles que ainda não o fizeram para que sigam o exemplo. Contamos com o apoio de todos para que a Palestina se torne membro pleno das Nações Unidas”, declarou.

Contexto político

O posicionamento de Abbas amplia o debate sobre o futuro de Gaza, atualmente sob forte destruição após meses de conflito. A exclusão do Hamas — grupo que controla o enclave desde 2007 — abre caminho para um novo arranjo político, mas também gera incertezas sobre a transição de poder e a aceitação por parte da população local.

Com o pedido para desarmar o Hamas e a promessa de eleições, Abbas tenta se posicionar como liderança legítima para comandar a reconstrução política da Palestina. O desafio, porém, será transformar promessas em consenso dentro e fora da região.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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