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Ciência

Abelha brasileira revela substância natural capaz de combater larvas do Aedes aegypti

Um estudo recente descobriu que uma abelha nativa do Brasil produz uma substância capaz de eliminar larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A descoberta abre caminhos para alternativas naturais e sustentáveis aos inseticidas químicos, com potencial de transformar o controle de epidemias no país.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Pesquisadores brasileiros identificaram no geoprópolis da abelha mandaçaia (Melipona quadrifasciata), espécie nativa sem ferrão, uma substância com potente ação larvicida contra o Aedes aegypti. O estudo, resultado de colaboração entre a Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UNB) e startups de biotecnologia, foi publicado no periódico Rapid Communications in Mass Spectrometry.

Geoprópolis elimina larvas rapidamente

A pesquisa revelou que o geoprópolis produzido pela mandaçaia elimina 90% das larvas do mosquito em 24 horas e 100% em 48 horas. Essa substância é uma mistura de resinas vegetais combinadas com partículas de terra ou argila, processadas com enzimas presentes na saliva da abelha. Esse efeito supera em muito o do própolis tradicional, produzido pela abelha europeia (Apis mellifera), que apresentou baixa eficácia.

Outras espécies de abelhas nativas sem ferrão, como borá, mirim e jataí, também tiveram seu própolis testado, mas somente o da mandaçaia mostrou alta atividade larvicida. A eficiência dessa abelha destaca seu potencial não apenas para o combate a epidemias, mas também para o desenvolvimento de produtos naturais que respeitem o meio ambiente.

Segurança e cultivo

A mandaçaia é uma abelha sem ferrão, portanto não oferece risco de picadas, e é relativamente fácil de cultivar. Seu nome, derivado do tupi, significa “vigia bonita”. Além de contribuir para a saúde pública, sua criação pode valorizar produtos das abelhas nativas, como mel e própolis, ampliando oportunidades econômicas e sustentáveis para produtores locais.

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© CDC/James Gathan, 2005 – CDC CCO Images

Alternativa sustentável ao controle químico

O estudo reforça a importância de alternativas naturais aos inseticidas químicos convencionais, que podem ser prejudiciais ao meio ambiente. O geoprópolis da mandaçaia surge como uma ferramenta promissora para reduzir a população de mosquitos transmissores de doenças sem causar impactos negativos ao ecossistema.

Apoio institucional e perspectivas

A pesquisa contou com apoio da FAPESP e do Ministério da Saúde, demonstrando o interesse de instituições brasileiras em soluções inovadoras para o controle de epidemias. O desenvolvimento de larvicidas baseados em produtos de abelhas nativas pode transformar o combate a doenças como dengue, zika e chikungunya, promovendo saúde e sustentabilidade simultaneamente.

Fonte: Metrópoles

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