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Ciência

Alemã faz história como 1ª cadeirante em voo espacial

O turismo espacial acaba de ganhar um capítulo histórico — e inspirador. Neste sábado (20), a engenheira alemã Michaela Benthaus se tornou a primeira pessoa cadeirante a viajar ao espaço, em uma missão suborbital da Blue Origin. O voo durou cerca de 10 minutos, mas o impacto simbólico promete ser muito maior.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Como foi a missão histórica da Blue Origin

A missão foi realizada com o foguete New Shepard, lançado às 8h15 no horário local (11h15 em Brasília) a partir do Texas, nos Estados Unidos. Este foi o 16º voo tripulado da Blue Origin, empresa fundada pelo bilionário Jeff Bezos.

Além de Benthaus, outros cinco passageiros participaram da experiência. O grupo cruzou a linha de Kármán, considerada o limite oficial entre a atmosfera terrestre e o espaço, vivenciando alguns minutos de microgravidade antes do retorno à Terra.

Quem é Michaela Benthaus

Alemã faz história como 1ª cadeirante em voo espacial
© https://x.com/dwnews/

Michaela Benthaus é engenheira aeroespacial e de mecatrônica da Agência Espacial Europeia. Ela passou a usar cadeira de rodas após sofrer uma lesão medular em um acidente de mountain bike.

Antes da missão, Benthaus destacou o significado do voo. “Depois do meu acidente, percebi o quanto nosso mundo ainda é inacessível para pessoas com deficiência”, afirmou em um vídeo divulgado pela Blue Origin. Para ela, a presença de pessoas com deficiência em missões espaciais vai além do simbolismo. “Se quisermos ser uma sociedade inclusiva, precisamos ser inclusivos em todos os aspectos — não só naqueles que são convenientes.”

Tecnologia, acessibilidade e inclusão no espaço

Durante o voo, o foguete e a cápsula se separaram conforme o planejado. A cápsula retornou suavemente ao solo no deserto do Texas, desacelerada por paraquedas — um procedimento já tradicional nas missões da Blue Origin.

O feito foi elogiado por diversas autoridades do setor espacial. O novo diretor da NASA, Jared Isaacman, parabenizou Benthaus publicamente. “Ela acaba de inspirar milhões de pessoas”, escreveu na rede X.

Turismo espacial já virou realidade — para poucos

A Blue Origin realiza voos de turismo espacial há alguns anos, embora não divulgue oficialmente o preço das passagens. Mesmo assim, dezenas de pessoas já participaram das missões, incluindo celebridades como a cantora Katy Perry e o ator William Shatner, eternizado como o capitão Kirk de Star Trek.

O principal concorrente da empresa nesse segmento é a Virgin Galactic, que oferece uma experiência semelhante de voo suborbital.

O próximo passo: competir com a SpaceX

Mas os planos da Blue Origin vão além do turismo. A empresa quer disputar espaço no mercado de voos orbitais, hoje dominado pela SpaceX, de Elon Musk.

Em 2025, a companhia já conseguiu realizar dois voos orbitais não tripulados com o foguete New Glenn, muito mais potente que o New Shepard. A ideia é ampliar a atuação e disputar contratos e missões mais complexas nos próximos anos.

Um pequeno voo, um grande recado

O voo de Michaela Benthaus durou apenas minutos, mas deixou um recado claro: o espaço também pode — e deve — ser inclusivo. Em um setor historicamente elitista e restrito, o feito mostra que barreiras físicas não precisam ser barreiras para sonhar alto. E isso, convenhamos, é uma mudança que vai muito além da atmosfera.

[Fonte: G1 – Globo]

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