O frango é visto por muitos como uma alternativa saudável à carne vermelha, mas um novo estudo conduzido por pesquisadores italianos lança luz sobre riscos pouco conhecidos do consumo frequente dessa proteína. O levantamento acompanhou milhares de adultos ao longo de quase duas décadas e revela dados alarmantes sobre a relação entre frango, mortalidade e câncer digestivo.
O que o estudo revelou

Segundo os cientistas do Instituto Nacional de Gastroenterologia da Itália, indivíduos que consumiam mais de 300 gramas de carne de frango por semana apresentaram um risco 27% maior de morte por qualquer causa, em comparação com quem consumia até 100 gramas. A análise foi feita com base no acompanhamento de mais de 4.800 adultos durante 19 anos, período em que hábitos alimentares e dados de saúde foram monitorados.
Entre os 1.028 participantes que faleceram nesse intervalo, os que comiam grandes quantidades de frango demonstraram um risco mais que dobrado (2,27 vezes) de desenvolver e morrer de câncer digestivo. Curiosamente, esse padrão não se repetiu no caso da carne vermelha.
Possíveis causas e recomendações
Os pesquisadores sugerem que os riscos possam estar ligados ao tempo prolongado de cozimento do frango, à exposição a pesticidas presentes na ração e ao uso de hormônios ou medicamentos em aves criadas para consumo. Também destacam que o impacto pode ser mais significativo entre os homens, possivelmente devido às diferenças hormonais entre os sexos.
Diante disso, os cientistas recomendam moderação no consumo de carne de frango e indicam a substituição parcial por outras fontes de proteína, como peixes. Além disso, alertam para a importância dos métodos de preparo, priorizando temperaturas mais baixas e tempos de cozimento reduzidos, o que pode minimizar a formação de substâncias nocivas.
Esse estudo reforça a necessidade de repensar não apenas o que comemos, mas também como preparamos nossos alimentos, com foco na saúde a longo prazo.
[Fonte: Extra – Globo]