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Amy Madigan revela os bastidores da cena mais insana de A Hora do Mal

A atriz de Field of Dreams roubou a cena como a Tia Gladys no terror de Zach Cregger. Em entrevista, Amy Madigan contou detalhes sobre a filmagem de sua sequência mais inesquecível — marcada por correria, gritos, efeitos sangrentos e um toque de humor grotesco que fez dela a surpresa do filme.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Em A Hora do Mal, novo sucesso de Zach Cregger, há muitos momentos chocantes e revelações arrepiantes. Mas uma personagem inesperada acabou se tornando a favorita do público: Tia Gladys, interpretada por Amy Madigan. A atriz falou pela primeira vez sobre sua experiência no longa e revelou como filmou uma das cenas mais caóticas e memoráveis da produção.

Quem é a Tia Gladys

No filme, Madigan interpreta a excêntrica tia bruxa de Alex, o último aluno sobrevivente de uma classe inteira de crianças desaparecidas misteriosamente. Aos poucos, o público descobre que a própria Gladys é a responsável pelos sumiços.

No entanto, no clímax, Alex usa a magia dela contra si mesma e liberta as crianças desaparecidas, que passam a persegui-la em massa — atravessando casas, paredes e qualquer obstáculo no caminho. O resultado é uma mistura de terror, comédia e gore, que rapidamente se tornou uma das sequências mais comentadas do filme.

A cena de perseguição

Em entrevista à Entertainment Weekly, Madigan contou que a maior parte da cena foi feita por ela mesma. “Eu disse: ‘Oh não, vou ter que correr de verdade’. Só não fiz a parte da queda final, quando sou derrubada. Ali entrou a dublê”, explicou.

Segundo a atriz, o diretor Zach Cregger deu instruções diretas: “Ele dizia: ‘Você está em pânico. Apenas deixe o corpo solto, se jogue, se agite’. Para mim, isso já bastava, porque gosto de atuar fisicamente.”

Ou seja, a correria desengonçada, os gritos e o desespero no chão foram todos dela. Apenas o impacto da queda ficou nas mãos da especialista em dublês.

Mistério sobre a personagem

Questionada sobre a origem de Gladys e se a personagem seria real ou fruto de algo mais simbólico, Madigan preferiu manter o suspense. “Usei várias informações diferentes, mas não dá para dizer que é uma coisa só. É uma combinação de muitas ideias. As pessoas me perguntam: ‘Ela é real ou não?’ E eu respondo: ‘Boa pergunta, descubram vocês, porque eu mesma não tenho essa resposta’”, disse.

Essa ambiguidade, segundo a atriz, é parte da força da personagem e contribui para que Gladys continue a intrigar o público mesmo após os créditos finais.

Existe chance de um prelúdio?

Sobre a possibilidade de uma história própria da Tia Gladys, Madigan foi cautelosa. “Não é que eu descarte a ideia, mas nesta indústria nada é real até se tornar oficial. O que sei é que adorei trabalhar com Zach e mergulhar naquele cérebro criativo. Isso já foi um presente enorme”, afirmou.

Ainda assim, a atriz deixou claro que tem carinho pela personagem: “Eu amo a Gladys, e deixo por isso mesmo.”

O impacto de A Hora do Mal

Desde a estreia, A Hora do Mal tem se destacado como uma das grandes surpresas do gênero em 2025. Além do estilo ousado de Cregger, o filme foi impulsionado por atuações inesperadas como a de Madigan, que transformou uma vilã excêntrica em um dos pontos altos da produção.

Para os fãs, resta a expectativa de que a Tia Gladys ainda volte a cruzar caminhos com o público em futuros projetos do universo de A Hora do Mal.

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