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Netflix prepara um thriller de ficção científica que transforma a própria casa em um mistério perturbador

Uma família acorda e descobre que simplesmente não pode mais sair de casa. O novo thriller da Netflix transforma um lugar familiar em cenário para um enigma cada vez mais inquietante.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Portas que não abrem, janelas impossíveis de quebrar e nenhuma explicação sobre o que está acontecendo do lado de fora. É com uma premissa aparentemente simples que a Netflix pretende começar agosto apostando em um thriller de ficção científica bastante diferente de suas produções convencionais. Com Wagner Moura e Greta Lee no elenco e Louis Leterrier na direção, A última casa constrói seu suspense a partir de uma pergunta angustiante: e se sua própria casa se transformasse em uma prisão?

Uma família descobre que não existe nenhuma maneira de sair de casa

Netflix prepara um thriller de ficção científica que transforma a própria casa em um mistério perturbador
© YouTube

A última casa chega à Netflix em 7 de agosto com uma história que mistura confinamento, sobrevivência, drama familiar e ficção científica.

Tudo começa quando uma família percebe que está presa dentro da própria residência.

As portas simplesmente não abrem. As janelas resistem às tentativas de serem quebradas. Não existe uma saída aparente e, ainda mais perturbador, ninguém consegue explicar quem ou o que criou aquela situação.

Inicialmente, a casa ainda transmite alguma sensação de segurança. Afinal, eles estão cercados pelos próprios objetos, lembranças e espaços familiares.

Mas essa percepção começa a desaparecer conforme o tempo passa.

Dias se transformam em períodos cada vez maiores e a família precisa encontrar formas de continuar sobrevivendo. Os alimentos começam a acabar, obrigando os moradores a improvisar cultivos dentro da residência enquanto tentam preservar alguma normalidade para as crianças.

Então surge outra descoberta: eles aparentemente não são os únicos.

Outras pessoas parecem estar vivendo exatamente o mesmo fenômeno, o que amplia o mistério e transforma um estranho confinamento doméstico em algo de proporções muito maiores.

Enquanto humanos permanecem presos, o mundo do lado de fora começa a mudar

Netflix prepara um thriller de ficção científica que transforma a própria casa em um mistério perturbador
© YouTube

É nesse momento que a premissa da produção ganha sua camada mais intrigante.

Enquanto as pessoas permanecem isoladas dentro das casas, a natureza começa lentamente a recuperar o espaço exterior.

A vegetação avança, animais selvagens passam a circular livremente pelas ruas e sinais de uma presença desconhecida começam a aparecer.

Grandes focos de luz aumentam ainda mais a sensação de que existe algo observando ou controlando aquilo que acontece.

A pergunta deixa de ser apenas como escapar.

O verdadeiro mistério passa a ser por que ninguém pode sair.

Por se tratar de uma produção de ficção científica, a explicação aparentemente mais simples poderia envolver algum fenômeno extraterrestre. Mas a história procura manter diferentes possibilidades abertas e transforma o desconhecimento dos personagens no principal motor da tensão.

O espectador sabe praticamente o mesmo que a família.

E isso significa que qualquer mudança aparentemente pequena dentro ou fora da residência pode se transformar em uma pista sobre aquilo que realmente aconteceu com o mundo.

Netflix colocou um diretor acostumado a grandes produções no comando

Para transformar uma história concentrada em poucos espaços em um thriller capaz de sustentar aproximadamente 110 minutos, a Netflix apostou em Louis Leterrier.

O diretor francês possui uma carreira fortemente associada ao cinema de ação e entretenimento de grande orçamento.

Ele comandou filmes da franquia Carga Explosiva, dirigiu O Incrível Hulk, com Edward Norton, esteve à frente do primeiro Truque de Mestre e também realizou Fúria de Titãs.

Mais recentemente, Leterrier assumiu Velozes & Furiosos 10 depois da saída de Justin Lin durante a produção.

Seu desafio em A última casa, porém, parece diferente.

Embora existam elementos de espetáculo e ficção científica, grande parte da tensão depende das relações entre personagens confinados durante um período aparentemente muito longo.

Segundo Leterrier, a intenção é justamente fazer com que o público termine o filme olhando de maneira diferente para dois elementos extremamente familiares: sua casa e sua própria família.

Wagner Moura e Greta Lee estão no centro desse estranho pesadelo

O elenco também ajuda a elevar as expectativas.

Entre os protagonistas estão Wagner Moura e Greta Lee, responsáveis por interpretar o casal colocado no centro do confinamento.

Moura é um dos atores brasileiros de maior projeção internacional e ganhou enorme reconhecimento mundial depois de interpretar Pablo Escobar em Narcos.

Greta Lee, por sua vez, construiu uma carreira que passa por televisão, cinema e dublagem, incluindo trabalhos em produções como The Morning Show e Homem-Aranha: Através do Aranhaverso.

A combinação é particularmente importante porque o filme parece depender tanto do mistério externo quanto da deterioração emocional provocada pelo confinamento.

A duração de 110 minutos também cria um desafio: revelar informações suficientes para manter o ritmo sem solucionar cedo demais aquilo que torna a premissa interessante.

Por enquanto, o maior trunfo da produção é justamente aquilo que ainda não sabemos.

Existe alguma coisa lá fora. Existe uma razão para aquelas pessoas permanecerem dentro de casa. E as regras aparentemente normais do mundo deixaram de funcionar.

Quando A última casa chegar à Netflix em 7 de agosto, descobrir o que existe além daquelas paredes pode ser apenas metade do mistério.

[Fonte: ADSLZone]

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