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Ciência

Artemis III terá três lançamentos, dois acoplamentos em órbita e a missão mais complexa da NASA desde a era Apollo

A NASA revelou novos detalhes da missão Artemis III, prevista para 2027. A expedição reunirá três foguetes, duas operações de acoplamento em órbita terrestre e quatro astronautas em um dos testes mais ambiciosos já planejados para preparar o retorno sustentável da humanidade à Lua.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A NASA apresentou oficialmente o plano operacional da Artemis III, missão que promete marcar uma nova fase da exploração espacial. Prevista para 2027, a expedição reunirá tecnologias inéditas, três lançamentos independentes e duas complexas operações de acoplamento em órbita da Terra antes do retorno da tripulação. O objetivo é validar procedimentos que serão essenciais para as próximas etapas do programa Artemis e para futuras missões tripuladas ao espaço profundo.

Artemis III começa com três lançamentos independentes

NASA anuncia os astronautas da missão Artemis III que preparará o retorno humano à Lua
© YouTube

Ao contrário das missões tripuladas tradicionais, a Artemis III não dependerá de um único lançamento.

A operação começará com o envio ao espaço do módulo de pouso lunar desenvolvido pela Blue Origin. O veículo será lançado antes da chegada dos astronautas e permanecerá durante semanas em órbita terrestre aguardando o restante da missão.

Em seguida, a NASA lançará o foguete Space Launch System (SLS), responsável por transportar os quatro integrantes da missão a bordo da cápsula Orion.

Depois de alcançar a órbita da Terra, a Orion realizará o primeiro dos dois acoplamentos previstos ao se conectar ao módulo da Blue Origin.

As duas espaçonaves permanecerão unidas por aproximadamente dois dias. Nesse período, a tripulação executará inspeções técnicas, testes operacionais e demonstrações dos procedimentos necessários para utilizar o módulo de pouso durante futuras missões lunares.

Um segundo acoplamento colocará a Starship em cena

Concluída essa primeira fase, a Orion se desacoplará e continuará em órbita aguardando outro veículo.

Nesse momento, entrará em ação a Starship, nave desenvolvida pela SpaceX para futuras operações de exploração lunar.

Após seu lançamento, a Starship encontrará a Orion em órbita para realizar um novo acoplamento, repetindo uma operação fundamental para o programa Artemis.

Durante cerca de um dia, as duas espaçonaves executarão novos testes e validações de sistemas. Os engenheiros da NASA pretendem verificar o funcionamento de tecnologias e procedimentos que serão utilizados nas próximas etapas da exploração da Lua.

Retorno à Terra será feito apenas pela cápsula Orion

Depois que todos os testes forem concluídos, os astronautas retornarão exclusivamente à cápsula Orion para iniciar a viagem de volta.

Como ocorre nas atuais missões da agência espacial americana, a cápsula realizará uma amerissagem no oceano Pacífico.

Equipes da NASA e da Marinha dos Estados Unidos serão responsáveis pela recuperação da tripulação e da espaçonave após o pouso na água.

Quem fará parte da missão Artemis III

NASA anuncia os astronautas da missão Artemis III que preparará o retorno humano à Lua
© YouTube

A tripulação principal será comandada por Randy Bresnik.

O piloto da missão será Luca Parmitano, astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA). A equipe também contará com Andre Douglas e Frank Rubio.

Durante a apresentação oficial no Centro Espacial Johnson, em Houston, os quatro astronautas destacaram a importância da cooperação internacional para o sucesso da missão.

Parmitano afirmou que dividirá as operações da Orion com Bresnik e ressaltou que a Artemis III representa um dos maiores desafios técnicos enfrentados pela NASA nas últimas décadas.

Missão servirá de base para o futuro da exploração lunar

Mais do que uma simples viagem espacial, a Artemis III funcionará como um grande teste para as próximas missões do programa Artemis.

A combinação de três lançamentos independentes, dois acoplamentos em órbita e diferentes veículos espaciais permitirá à NASA avaliar procedimentos que poderão se tornar rotina nas futuras expedições à Lua e, posteriormente, em missões tripuladas rumo a Marte.

Se todas as etapas forem executadas com sucesso, a agência dará um passo importante para consolidar uma arquitetura espacial capaz de sustentar operações humanas cada vez mais longas e complexas fora da órbita terrestre.

 

[ Fonte: La Nación ]

 

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