O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a preocupar nesta semana. Após dar entrada em um hospital de Brasília na tarde de terça-feira (16), com sintomas de vômitos, tontura e queda de pressão arterial, ele foi submetido a uma bateria de exames que apontaram tanto a persistência de um quadro de anemia quanto alterações na função renal.
De acordo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, embora os resultados tenham mostrado aumento nos níveis de creatinina, houve uma melhora parcial depois da hidratação e do tratamento medicamentoso administrado pelos médicos.
Sintomas e internação em Brasília
Segundo Michelle, Bolsonaro apresentou um episódio de pré-síncope — uma condição caracterizada por sensação iminente de desmaio — acompanhado de queda de pressão arterial. Ele chegou ao hospital desidratado e com elevação da frequência cardíaca.
Na emergência, os médicos iniciaram a investigação diagnóstica por meio de exames laboratoriais e de imagem, com atenção especial para a avaliação da função renal e do quadro de anemia que o acompanha há meses.
Exames realizados
Entre os exames feitos, destacam-se uma ressonância magnética do crânio, solicitada para investigar as crises recorrentes de tontura. O resultado, segundo nota divulgada por Michelle Bolsonaro, não apontou alterações agudas.
Já os exames de sangue confirmaram a persistência da anemia e uma alteração preocupante: aumento da creatinina, marcador que indica comprometimento na função dos rins. Apesar disso, o tratamento inicial com hidratação e medicação trouxe melhora parcial do quadro.
Histórico recente de procedimentos médicos
A internação desta terça-feira ocorreu apenas dois dias depois de Bolsonaro passar por outro procedimento médico, no domingo (14), quando foi submetido à remoção de lesões na pele. Na ocasião, ele chegou a ser internado, mas recebeu alta no mesmo dia.
Desde que deixou a presidência, Bolsonaro acumula episódios de complicações de saúde, em parte relacionadas às sequelas do atentado sofrido em 2018, quando levou uma facada durante a campanha eleitoral. Internações e procedimentos periódicos se tornaram parte de sua rotina médica.
Quadro em observação
Michelle Bolsonaro informou que os médicos devem reavaliar ao longo do dia a necessidade de manter o ex-presidente internado no Hospital DFStar. A decisão dependerá da evolução clínica e da resposta ao tratamento.
“Os exames evidenciaram persistência da anemia e alteração da função renal, com elevação da creatinina. Houve melhora parcial após hidratação e o tratamento medicamentoso. Será reavaliado ao longo do dia para definição da necessidade de permanência em ambiente hospitalar”, afirmou Michelle em suas redes sociais.
O que significam os resultados
Especialistas explicam que a elevação da creatinina pode indicar sobrecarga ou insuficiência renal, mas que a interpretação depende do contexto clínico e da evolução dos exames. Já a persistência da anemia sugere que o organismo de Bolsonaro segue apresentando dificuldade em manter níveis adequados de hemoglobina, o que pode gerar sintomas como fadiga, tontura e queda da pressão arterial — justamente os sinais que motivaram sua ida ao hospital.
Expectativa
Até o momento, a equipe médica não divulgou detalhes sobre possíveis causas para a persistência da anemia ou para as alterações renais. O boletim médico mais recente reforça que não houve achados neurológicos graves e que o ex-presidente apresentou melhora após os cuidados iniciais.
Enquanto isso, a expectativa é que Bolsonaro permaneça em observação e passe por novas reavaliações médicas, que definirão se será necessária a continuidade da internação ou se poderá ter alta nos próximos dias.
Internado em Brasília após um episódio de tontura e queda de pressão, Jair Bolsonaro apresentou melhora clínica, mas exames apontaram persistência da anemia e alteração na função renal. Michelle Bolsonaro afirmou que ele respondeu ao tratamento inicial, mas seguirá em reavaliação para definir a necessidade de permanecer hospitalizado.
[ Fonte: CNN Brasil ]