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Brasil revela o submarino Almirante Karam e avança rumo ao primeiro submarino nuclear da América do Sul

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) apresentou o Almirante Karam (S43), o quarto submarino convencional da classe Riachuelo. O evento também reforçou um marco histórico: o andamento do Álvaro Alberto, o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear. A aposta eleva o poder estratégico do país e consolida seu protagonismo marítimo na região.
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Tempo de leitura: 2 minutos

No Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, o Brasil apresentou seu novo submarino convencional: o Almirante Karam (S43). A embarcação integra o PROSUB, iniciativa que moderniza a capacidade militar do país e fortalece sua presença no Atlântico Sul. Além do lançamento, o governo confirmou avanços no Álvaro Alberto, o primeiro submarino nuclear brasileiro. A mensagem é clara — o Brasil quer ocupar posição de destaque no cenário naval latino-americano.

O Almirante Karam: mais um passo na expansão submarina do Brasil

O Almirante Karam é o quarto submarino diesel-elétrico da classe Riachuelo, desenvolvida a partir do projeto francês Scorpène. Ele se junta ao Riachuelo (S40), Humaitá (S41) e Tonelero (S42), apresentados em anos anteriores no mesmo complexo industrial. A construção é fruto de cooperação tecnológica com a França e envolveu mais de 2.000 profissionais brasileiros.

Seu próximo estágio será a fase de testes de aceitação no mar, etapa que valida desempenho, profundidade, navegação e sigilo acústico antes da incorporação definitiva à Marinha.

Capacidades técnicas e função estratégica

Projetado para missões de monitoramento, patrulha e coleta de inteligência, o Almirante Karam reforça o controle brasileiro sobre a chamada Amazônia Azul — área marítima com cerca de 5,7 milhões de km² que abriga reservas de petróleo, rotas comerciais e biodiversidade.

Como submarino convencional, opera com propulsão diesel-elétrica silenciosa, adequada para operações de sigilo e vigilância prolongada. Sua função estratégica ultrapassa o poder bélico: representa soberania territorial, proteção de recursos naturais e defesa de fronteiras oceânicas.

PROSUB e o marco histórico: o primeiro submarino nuclear brasileiro

Além do Almirante Karam, o PROSUB anunciou avanços no Submarino Álvaro Alberto, o primeiro do país com propulsão nuclear. O projeto, considerado o mais ambicioso da história naval brasileira, permitirá maior velocidade, autonomia submersa por longos períodos e redução de necessidade de reabastecimento — vantagens decisivas frente a modelos convencionais.

A estimativa é que o Álvaro Alberto seja concluído em 2033, embora o cronograma dependa de acordos tecnológicos com a França e disponibilidade orçamentária. Quando operacional, o Brasil será o único país do hemisfério sul com tal capacidade, aproximando-se do grupo restrito composto por Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China.

Brasil consolida protagonismo militar na região

O Complexo Naval de Itaguaí, onde os submarinos são construídos e mantidos, já é a maior base do gênero na América Latina. Com o PROSUB em andamento, o país se destaca como polo tecnológico naval, expandindo sua capacidade industrial e reduzindo dependência externa em sistemas de defesa.

A apresentação do Almirante Karam simboliza mais que um lançamento — é sinal de continuidade, ambição estratégica e fortalecimento geopolítico do Brasil no Atlântico Sul. O submarino nuclear, por sua vez, pode representar um ponto de virada histórico na balança militar do continente.

 

[ Fonte: Canal26 ]

 

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