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Brasileira é presa com cocaína em cosméticos na Indonésia, país que já executou dois brasileiros

Mulher foi detida com 3,6 kg de cocaína em Bali
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Tempo de leitura: 3 minutos

Uma brasileira de 36 anos foi presa em Bali, na Indonésia, sob suspeita de transportar cocaína líquida escondida em embalagens de cosméticos. A abordagem ocorreu em 6 de outubro, no aeroporto internacional da ilha. O caso reacende a atenção para as punições por tráfico no país asiático, que prevê prisão perpétua e pena de morte e executou dois brasileiros em 2015. 

Droga estava em sete frascos de produtos pessoais

Segundo a Polícia Nacional da Indonésia, agentes encontraram a substância durante uma fiscalização no terminal de desembarque internacional do Aeroporto I Gusti Ngurah Rai. A operação reuniu policiais de Bali e funcionários da alfândega.

As autoridades identificaram a passageira pelas iniciais TCDS. Na bagagem, os agentes localizaram sete frascos de xampu e outros produtos de cuidados pessoais que, segundo a investigação, escondiam cocaína em estado líquido.

O comunicado policial informa peso bruto de 3.659,9 gramas para o material apreendido. Esse detalhe é relevante: o número divulgado não representa necessariamente a quantidade de cocaína pura presente na mistura.

A polícia classificou a apreensão como uma das maiores envolvendo cocaína líquida em Bali nos últimos tempos. Após a abordagem, os agentes encaminharam a brasileira à sede da Polícia Regional de Bali para os procedimentos legais.

Polícia investiga promessa de pagamento de US$ 50 mil

De acordo com a agência estatal Antara, a brasileira teria relatado aos investigadores que recebeu uma proposta de US$ 50 mil para transportar a droga do Brasil até Bali.

A versão apresentada pela polícia aponta que uma pessoa identificada apenas como “G” teria organizado a entrega. Outra pessoa receberia a remessa na ilha. O acordo também incluiria transporte e hospedagem durante a viagem.

Ainda segundo a Antara, a passageira tinha retorno ao Brasil previsto para 3 de novembro. A agência informou que as autoridades a enquadraram por suspeita de posse e importação de cocaína.

Os investigadores continuam buscando os responsáveis pelo fornecimento da substância e seu destinatário. As informações divulgadas sobre a proposta de pagamento fazem parte da versão policial do caso. Os relatos consultados não apresentam uma sentença contra a brasileira.

Possibilidade de punição severa não significa condenação definida

A prisão ganhou repercussão porque a legislação indonésia prevê punições severas para crimes relacionados a drogas. No caso da brasileira, informações divulgadas pela AFP apontam risco de prisão perpétua se houver condenação.

Embora o país também mantenha a pena de morte, sua existência na legislação não permite afirmar que essa será a punição aplicada à investigada. O resultado depende das acusações e da decisão judicial. A AFP informou ainda que a Indonésia não realiza execuções desde 2016.

Dois brasileiros foram executados em 2015

O histórico ajuda a explicar a preocupação. Em janeiro de 2015, a Indonésia executou Marco Archer Cardoso Moreira, condenado por transportar cocaína escondida em uma asa-delta. Em abril daquele ano, Rodrigo Muxfeldt Gularte também foi executado, após condenação por levar a droga em pranchas de surfe.

Outros processos tiveram desfechos diferentes. Em 2023, a brasileira Manuela Vitória de Araújo Farias recebeu uma pena de 11 anos de prisão por tráfico, evitando a prisão perpétua e a pena capital. Sua defesa sustentou que uma organização criminosa a havia enganado para transportar a droga. O novo caso segue sob investigação, sem resultado judicial informado nas fontes consultadas.

 

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