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Educação, moradia e custo de vida levam milhares às ruas na Europa

Protestos em França, Itália, Espanha, Bélgica e Albânia reúnem estudantes, trabalhadores e organizações sociais. As mobilizações têm causas locais, mas compartilham críticas ao encarecimento da vida e às dificuldades de acesso a serviços básicos. Em algumas cidades, confrontos com a polícia e episódios de violência aumentaram a tensão.
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Estudar, pagar o aluguel e manter as despesas do mês estão no centro de uma onda de manifestações em países europeus. Os atos ganharam força nas últimas semanas e reuniram diferentes grupos sociais. Embora ocorram no mesmo período, cada mobilização responde a problemas específicos. Na França, a insatisfação com as escolas se ampliou. Na Espanha, o acesso à moradia ocupa uma posição central nas reivindicações.

Na França, a mobilização ultrapassou as escolas

Os protestos franceses começaram em meados de setembro, com estudantes denunciando falta de professores, salas superlotadas e deterioração das instituições de ensino. Ao longo das semanas, a mobilização incorporou reivindicações sobre desigualdade, poder de compra e serviços públicos.

No sábado, 17 de outubro, estudantes, sindicalistas e integrantes dos Coletes Amarelos participaram de manifestações pelo país. A cobertura da Reuters sobre os protestos franceses descreve uma jornada de grande participação, acompanhada por episódios de saques, incêndios e confrontos em diversas cidades.

O governo condenou a violência e prometeu responsabilizar os envolvidos. Ao mesmo tempo, a atuação policial passou a receber críticas diante dos relatos de manifestantes feridos. Esse cenário acrescentou uma disputa sobre a resposta das autoridades às demandas que levaram a população às ruas.

Educação também impulsiona atos na Bélgica e na Albânia

Na Bélgica, estudantes de Bruxelas e da Valônia protestaram contra propostas de redução de gastos e o aumento dos custos educacionais. Entre as preocupações estão mensalidades e benefícios relacionados a alimentação, materiais escolares e transporte.

Na Albânia, as condições universitárias e a falta de apoio financeiro ajudaram a desencadear manifestações. Os atos também passaram a expressar insatisfação com a corrupção, a desigualdade e a falta de oportunidades profissionais.

A Agência Noticias Argentinas detalha as reivindicações nesses países. Em Tirana, a mobilização se voltou contra o governo do primeiro-ministro Edi Rama e registrou confrontos com as forças de segurança.

Uma reportagem da Reuters também documentou manifestantes lançando pedras contra o Ministério da Educação e policiais utilizando gás lacrimogêneo e canhões de água. As cenas mostram como reivindicações estudantis se transformaram em um conflito político mais amplo.

Na Espanha, o aluguel concentra a indignação

A crise habitacional ganhou um símbolo na Espanha: Maricarmen Abascal, de 87 anos, despejada do imóvel onde viveu por mais de sete décadas, em Madri.

O caso desencadeou protestos que se estenderam a cidades como Barcelona, Valência, Sevilha e Corunha. Após sua morte, a expressão “Nem mais uma Maricarmen” passou a sintetizar a indignação dos manifestantes.

As mobilizações cobram proteção contra despejos e condições de acesso à moradia. O episódio colocou pressão sobre o governo de Pedro Sánchez, que afirmou trabalhar em um decreto voltado ao setor.

Estudantes italianos questionam as prioridades do governo

Na Itália, milhares de estudantes participaram, em 16 de outubro, de uma jornada contra o governo de Giorgia Meloni. Os participantes cobraram melhores condições de ensino e contestaram o custo de vida e restrições relacionadas a estudantes estrangeiros.

A defesa de mais recursos para escolas também apareceu associada à crítica ao aumento dos gastos militares. Meloni reconheceu o direito de manifestação, mas condenou os episódios de violência.

O conjunto das mobilizações revela demandas que se aproximam, apesar das diferenças nacionais. Educação acessível, moradia e renda suficiente para despesas básicas aparecem como preocupações recorrentes. São essas condições concretas de vida que ajudam a explicar a presença de estudantes e trabalhadores nas ruas europeias.

 

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